"A grande contribuição foi o fluxo escolar de crianças e jovens. Partimos de um patamar muito baixo, mas tivemos grande evolução, o que é um dado impressionante", afirmou. Entre 1991 e 2010, o índice cresceu 47,5% no País, de 0,493 para 0,727. Inspirado no IDH global, publicado anualmente pelo PNUD, esse índice é composto por três variáveis (educação, renda e longevidade). O desempenho de uma determinada localidade é melhor quanto mais próximo o indicador for do número um.
A classificação do IDHM do Brasil mudou de "Muito Baixo" (0,493 em 1991) para "Alto" (0,727). É considerado "Muito Baixo" o IDHM inferior a 0,499, enquanto que a pesquisa chama de "Alto", indicador entre 0,700 e 0,799.
O subíndice educação, uma das variáveis que compõem o IDHM, é o que mais puxa para baixo o desempenho do País. Em 2010, a educação teve uma pontuação de 0,637, enquanto que os subíndices renda (0,739) e longevidade (0,816) alcançaram níveis maiores. Embora seja o componente com pior marcação, foi na educação que mais houve avanço nas duas últimas décadas, ressaltaram os pesquisadores. Para Mercadante, o "futuro é muito promissor". "Os dados são muito fortes, em termos de evolução de trajetória", avaliou.
Ao comentar o município de Melgaço, no Pará, cidade com o pior IDHM no País, o ministro disse que é preciso observar o ponto de onde essa cidade partiu e a velocidade com que está evoluindo. "Até o Enem (de Melgaço) eu fui olhar. Em 2008 só tinha 88 jovens (inscritos no Enem). Hoje são 527. Se a gente olhar um pouco mais a fundo esses critérios, olhar de onde (essas cidades) partiram, mesmo aquelas longe daquilo que é o nosso ideal, estão evoluindo numa velocidade impressionante. Essa deve ser a nossa prioridade: diminuir a desigualdade regional entre os municípios", afirmou o ministro. "Não olhar só quem está lá em cima. Olhar com atenção e generosidade quem está lá embaixo."

