BRASÍLIA - A cumpre na manhã desta sexta-feira um mandado de prisão preventiva de um advogado e dois mandados de busca e apreensão. Ele teria cobrado R$ 2 milhões de um prefeito que havia sido afastado do cargo em troca de influência no processo em tribunais superiores. O nome do advogado não foi divulgado.
Segundo a PF, parte dos valores seria utilizada para o pagamento de assessores de ministros de tribunais para viabilizar uma decisão favorável que proporcionaria um rápido retorno do prefeito ao cargo.
A prisão preventiva foi solicitada porque o advogado já é réu por prática de crimes semelhantes, acusado de "vender" ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Ainda segundo a PF, não há qualquer indício de participação de servidores públicos.
O inquérito foi instaurado a partir de uma notícia-crime encaminhada pelo Conselho Nacional de Justiça. O advogado será indiciado pelo crime de exploração de prestígio, que prevê pena de reclusão de um a cinco anos, podendo ser aumentada em um terço

