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PGR é contra paralisar inquérito sobre organização criminosa do PMDB

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BRASÍLIA — A Procuradoria-Geral da República () encaminhou ao Supremo Tribunal Federal () recomendando que o inquérito sobre a organização criminosa do na Câmara dos Deputados não fique paralisado, como querem os investigados. Além do presidente , outras oito pessoas foram denunciadas. Como a Câmara não deu autorização para o STF julgar a denúncia, a investigação fica paralisada até o fim do mandato de Temer apenas em relação a ele e aos ministros Eliseu Padilha, da Casa Civil, e Moreira Franco, da Secretaria-Geral da Presidência da República.

O relator, ministro Edson Fachin, já desmembrou as investigações e enviou os trechos referentes aos demais investigados para a primeira instância. Em recurso, eles pedem que o inquérito também fique paralisado em relação a eles. Também são alvo da denúncia o ex-ministro Geddel Vieira Lima, o ex-assessor do presidente Rodrigo Rocha Loures, os ex-presidentes da Câmara Eduardo Cunha e Henrique Alves, além dos executivos da J&F Joesley Batista e Ricardo Saud.

Ao pedirem o benefício, os demais investigados argumentam que o inquérito não pode ser dividido, porque as apurações tratam de um mesmo fato supostamente criminoso. Em parecer, o procurador-geral da República interino, Luciano Mariz Maia, discordou com a tese. Ele ressalta que, retirando os fatos sobre o presidente e os ministros, o caso deve ser investigado na primeira instância de Curitiba e de Brasília. “A cisão e o desmembramento não acarreta qualquer prejuízo à completa compreensão do feito, nem à adequada colheita instrutória”, diz o documento.

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