A Polícia Civil indiciou por homicídio os 26 presos investigados pelas quatro mortes ocorridas dentro de um caminhão cela no transporte de detentos de Altamira para Belém na noite de terça-feira (30). Eles devem ser ouvidos em audiência de custódia pela Justiça em Marabá a partir desta quinta-feira (1º).
Segundo um site de notícias do Globo, os presos estavam sendo transferidos para a capital após a briga entre facções que resultou no massacre no Centro de Recuperação Regional de Altamira, sudoeste do Pará. Na unidade penal, 58 detentos morreram. Com as quatro mortes na transferência, chega a 62 o número de vítimas do massacre.
A perícia confirmou que os quatro mortos no caminhão cela foram estrangulados. De acordo com a Secretaria de Segurança Pública do Pará (Segup), o caminhão era dividido em quatro celas e seguiria exigências feitas pelo Departamento Penitenciário Nacional. As mortes foram entre entre os municípios de Novo Repartimento e Marabá.
Segundo o secretário Uálame Machado, a viagem ocorreu normalmente até o município de Novo Repartimento, quando o sinal das câmeras de monitoramento do baú do caminhão começou a falhar. Os detentos, de acordo com o secretário, estavam separados em quatro celas dentro do veículo que são monitoradas por câmeras de vídeo.
"É um modelo de caminhão utilizado nacionalmente, organizado para transporte de detentos, que vieram algemados. Em Marabá, foi averiguada a situação de três mortos e um, que ainda tentou-se salvar, mas morreu", disse.
De acordo com a Segup, os mortos são da mesma facção (Comando Classe A) e ocupavam a mesma cela no Centro de Recuperação Regional de Altamira e foi essa facção que atacou integrantes do Comando Vermelho, facção rival.

