A privatização dos Correios, que já estava em andamento na gestão do presidente Jair Bolsonaro deve ser cancelada no Governo Lula.
Segundo Paulo Bernardo, ex-ministro do Planejamento e das Comunicações de Dilma e Lula e atual membro da equipe de transição do novo governo, Lula não tem intenção alguma de privatizar a estatal.
Paulo afirma que a ideia está “completamente fora de cogitação”. Para o partido, a privatização só prejudicaria o país, já que uma empresa privada não teria obrigação de atender todas as regiões do país como as consideradas mais remotas como a Amazônia, por exemplo, ou áreas que considere perigosa como morros e favelas no Rio de Janeiro e em São Paulo
Dessa forma, seria necessário contratar outra empresa, o que acarretaria mais custos.
“Ninguém quer disputar o mercado da Amazônia. As empresas querem discutir a privatização dos Correios para tirar o concorrente do Rio e de São Paulo”, afirma Paulo.
Ele afirma que a equipe de transição está avaliando as contas da empresa e que o objetivo é recuperá-la e modernizá-la: “Na Europa os correios têm atividades múltiplas: entregam cartas, e além disso, têm banco, financeira, empresas de logística como a DHL, na Alemanha. Temos que investir mais e fazer modernização, mas se tirar os Correios do mercado vai ter que arranjar outra para fazer”, destaca.
A privatização dos Correios era dada como certa por Bolsonaro, mas o projeto acabou estagnando no meio do caminho e ficou para a próxima gestão de Jair, que não aconteceu, uma vez que o presidente não conseguiu a reeleição.

