BRASÍLIA — Em parecer enviado ao Supremo Tribunal Federal (), a procuradora-geral da República, , defendeu a volta para a prisão do empresário e e de outras seis pessoas. Eles foram presos por ordem do juiz federal , relator dos desdobramentos da Operação Lava-Jato no Rio de Janeiro, mas libertados pelo ministro , do STF .
A procuradora-geral também pediu a manutenção da prisão do do ex-presidente do Departamento de Transportes Rodoviários (Detro) do Rio de Janeiro Rogério Onofre de Oliveira. Ele também foi solto por Gilmar Mendes, .
Além de Jacob Barata, Dodge também pediu que voltem a ser preso Marcelo Traça Gonlalves, Cláudio Sá Garcia de Freitas, David Augusto da Câmara Sampaio, Dayse Deborah Alexandra Neves, Enéas da Silva Bueno e Otacílio de Almeida Monteiro. No caso de Jacob Barata, Gilmar, substituindo a prisão preventiva por medidas cautelares, como o recolhimento no período noturno e nos fins de semana e feriados.
Embora peça que todos os oito voltem à prisão, a argumentação do parecer se concentra no caso de Rogério Onofre e sua mulher, Dayse Deborah Alexandra Neves. Dodge argumenta que os dois lavaram dinheiro e mandaram recursos para o exterior, mas a quantia ainda não foi repatriada. Dayse foi presa pela primeira vez com o marido, mas não foi incluída no segundo pedido de prisão.
"Salienta-se que os valores referidos nesta peça de aditamento permanecem pendentes de repatriação. Para tanto, a liberdade de qualquer do pacientes representa – ao menos por ora – grave risco de aperfeiçoamento da ocultação e até mesmo de embaraço subreptício à recuperação desses e de outros eventuais produtos dos ilícitos, ainda desconhecidos. Uma forma legal de assegurar que isso não ocorra é devolvendo ao cárcere Rogério Onofre de Oliveira e Dayse Deborah Alexandra Neves, sob a forma de prisão preventiva", escreveu a procuradora-geral.
Em outro ponto, ela diz que, "por receio de que a 'Operação Java Jato' os alcançasse, os integrantes do ramo da organização criminosa de Sérgio Cabral, ligados ao setor de transporte público do Rio de Janeiro, tinham o hábito de destruir arquivos eletrônicos de suas tratativas escusas e da contabilidade paralela da Fetranspor, arrecadada para entrega das propinas". Fetranspor é a Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado do Rio de Janeiro.

