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Servidores da CGU são alvos de operação da PF no Pará

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BRASÍLIA - A Polícia Federal cumpre na manhã desta segunda-feira três mandados de busca e apreensão e três de condução coercitiva nas cidades de Belém (PA) e Abaetetuba (PA), em ação que investiga a participação de dois servidores do Ministério da Transparência e Controladoria-Geral da União (CGU), no Pará, em supostas fraudes em relatórios do órgão.

A operação visa desarticular o grupo que atuava em municípios paraenses fiscalizados pela CGU, oferecendo intermediação indevida em troca de vantagens financeiras. A ação também conta com a participação de auditores fiscais da CGU e do Ministério Público Federal. Os servidores foram afastados da função pela Justiça.

Segundo as investigações, com as informações sobre a auditoria, eles atuavam junto aos municípios com a promessa de influência nos relatórios do órgão e auxílio nas respostas a serem encaminhadas. As investigações tiveram início no último mês de julho após uma denúncia. A CGU informou que assim que tomou conhecimento do caso iniciou apurações internas e acionou a PF para a investigação conjunta.

Também é alvo da operação o ex-vice-prefeito de Abaetetuba que tinha a função de fazer o primeiro contato com os gestores municipais, apresentando os servidores do órgão de controle. Durante a investigação, foi constatado ainda que o grupo ofereceu “serviços” a pelo menos mais dois municípios: Cametá e São Félix do Xingú.

Em nota, o Ministério da Transparência e Controladoria-Geral da União (CGU) lamentou o envolvimento de servidores, destacando que participou “ativamente das investigações”. Segundo o órgão, os servidores nunca exerceram cargos de coordenação e direção. Com base nas investigações será aberto um procedimento administrativo disciplinar.

“Apesar do momento de extremo pesar, a CGU reforça o compromisso do órgão e a excelência do corpo técnico no cumprimento da missão institucional, que nos obriga a estarmos sempre atentos para que fatos dessa natureza sejam amplamente apurados, seja em nossa instituição ou em nossa sociedade”, diz a nota.

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