BRASÍLIA - Denunciado pela segunda vez, o presidente Michel Temer deve fazer um pronunciamento somente nesta sexta-feira. Ele foi alvo de denúncia nesta quinta-feira dez minutos após chegar ao gabinete no Palácio do Planalto. Temer estava viajando a Xambioá (TO) e a volta para Brasília atrasou em três horas, ficando para pouco antes das 17h.
Temer pousou em Brasília às 16h50 e chegou ao gabinete 17h20. Auxiliares foram ao seu encontro imediatamente. Por volta das 17h30, foi denunciado por organização criminosa e obstrução de Justiça pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot. A partir das 18h, o ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes, foi encontrar Temer. Assessores entram e saem da sala de Michel Temer.
Assim como no fim de junho, quando foi denunciado por corrupção passiva, Temer só deve fazer um pronunciamento no dia seguinte. Nesta quinta-feira, o Planalto deve emitir uma nota. Contudo, até o começo da noite desta quinta-feira, a agenda de sexta-feira de Temer está mantida cheia: evento no Rio pela manhã, no Instituto do Cérebro Paulo Niemeyer, e entrevista para o Financial Times em São Paulo, à tarde.
É a segunda vez que Janot denuncia o presidente. O chefe do Ministério Público está no penúltimo dia útil do mandato. A denúncia pelo crime de organização criminosa envolve dois ministros palacianos: Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Secretaria Geral). Em 13 de fevereiro, no Planalto, Temer havia prometido que afastaria ministros denunciados, e dissera que o governo não iria "blindar ninguém".

