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Usuários voltam a ocupar praça da Cracolândia, em São Paulo

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SÃO PAULO. Pouco mais de seis horas depois da operação da Polícia Militar e da Guarda Civil Metropolitana na Cracolândia, usuários de drogas voltaram a ocupar a Praça Princesa Isabel, na região da Luz, no Centro de São Paulo.

Às 6h deste domingo, agentes da Força Tática e da Tropa de Choque da Polícia Militar, e da Guarda Civil Metropolitana entraram na praça e determinaram a saída dos usuários do local. O objetivo era retirar barracas e tendas que poderiam estar sendo usadas por traficantes. Um grupo ateou fogo em barracas e o bombeiros tiveram que agir.

A maior parte dos usuários se espalhou por ruas do centro de São Paulo. A prefeitura instalou pontos de atendimento a usuários de drogas e uma unidade de acolhimento da Secretaria Municipal de Saúde.

Durante a manhã, parte dos usuários foi isolada pela polícia em um quarteirão ao lado da Praça Princesa Isabel, até que fossem recolhidos pertences e barracas que estavam no local. Depois de passar por revista no início da tarde e serem proibidos de reconstruir barracas na praça, a maior parte regressou à praça.

Mias cedo, ao ser perguntado sobre o risco de uma nova cracolândia se estabelecer em novo endereço, depois da ação na Praça Princesa Isabel, Doria disse crer que “o fluxo vai diminuir”.

— O endereço correto é o atendimento médico e o atendimento humanitário para aqueles que são usuários. (...) Nossa intenção é que não haja novos endereços. Por isso a ação será contínua — afirmou o prefeito, que destacou não poder impedir o direito de ir e vir dos usuários.

Ele e o governador Geraldo Alckmin (PSDB) foram à região após o fim da operação deste domingo, que levou centenas de policiais ao Centro de São Paulo.

— A dependência química é uma doença crônica, recidivante, não resolve em 24 horas. Cada um que a gente consegue tirar da rua, oferecer a ele tratamento, interná-lo, ir para uma comunidade terapêutica, é uma grande vitória — disse Alckmin, que reconheceu não ser possível acreditar que o problema “vá se resolver da noite para o dia”.

Doria destacou que a prefeitura pretende realizar atendimento diferenciado para pessoas em situação de rua, que também precisam ser acolhidas e foram alvo da ao.

— Não há recuo, vamos continuar avançando e perseverando em ação contínua, medicinal, social, urbanística e policial — afirmou o prefeito, que voltou a dizer que apesar das dificuldades do combate ao uso de crack, entende não existir mais na região o “shopping center a céu aberto”.

Neste domingo, quase duas centenas de funcionários da prefeitura limparam a área e recolheram os pertences dos usuários — como colchões, cobertores e itens pessoais. Pelo menos 24 caminhões foram usados para levar o material.

A concentração de usuários na Praça Princesa Isabel começou no dia 21 de maio, quando foi feita a primeira grande ação policial na Cracolândia para a prisão de traficantes e apreensão de armas. Até então, a maior concentração era no cruzamento da Alameda Dino Bueno ou da Rua Helvétia.

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