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Caso Marcelaine

Triângulo amoroso explosivo quase acaba em assassinato

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Triângulo amoroso explosivo quase acaba em assassinato
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Era por volta das 8h do dia 12 de novembro de 2014, quando o estacionamento de uma academia de ginástica, no Centro de Manaus, foi palco de uma tentativa de homicídio que revelaria um triângulo amoroso explosivo que ganharia as manchetes de jornais e portais da cidade.

A vítima, a estudante de Direito Denise Almeida, 34, estava dentro de um automóvel no estacionamento da academia frequentada por ela quando um homem se aproximou e, com a arma em punho, atirou na direção dela. Ao perceber o homem caminhando na sua direção, Denise sentiu que algo de errado ia acontecer e, impulsivamente, conseguiu baixar a cabeça e dar marcha ré no veículo, quando foi alvejada com três tiros disparados pelo desconhecido.

Um projétil atravessou o vidro lateral e atingiu a região do pescoço, alojando-se na região cervical da vítima, que foi socorrida pelos membros da academia e levada para um hospital.

O caso repercutiu grandemente, levando a polícia a intensificar as investigações, chegando no atirador, Rafael Leal dos Santos, identificado inicialmente pelo apelido de "Salsicha". Ao ser preso, ele acabou confessando o crime e revelou o que poderia ser a trama de um folhetim romântico.

CRIME DE ALUGUEL

Rafael confessou ter recebido R$ 3,5 mil de Charles Mac Donald Lopes Castelo Branco, 29, o negociador do crime cuja mandante era Marcelaine Schumann, 35, uma conhecida socialite da capital amazonense, casada com o publicitário Edmar Costa, dono de uma das empresas de publicidade mais conceituadas em Manaus à época, a Oana Publicidade.

O pivô do crime era o empresário Marcos Souto que, ainda que sendo casado, mantinha relacionamentos amorosos com Marcelaine e Denise. Ao saber do romance dele com Denise, Marcelaine quis livrar-se da concorrente e tratou de mandar executá-la.

O atirador indicou o envolvimento de Karen Arevalo Marques, cujo papel foi de intermediar o aluguel da arma usada no crime. E a polícia prendeu também Edney da Costa Gomes, 27, por envolvimento no caso. Ele teria sido o responsável por indicar e fornecer contatos de "Mac Donald", primo dele, e de Rafael Santos (autor dos disparos). Edney foi procurado por um vigilante - não identificado - que era colega de faculdade da socialite para cometer o crime. Mas teria recusado uma proposta de R$ 6,5 mil por medo.

MANDADO DE BUSCA

Durante as investigações, a polícia cumpriu um mandado de busca e apreensão no apartamento da socialite, situado no bairro Adrianópolis, Zona Centro-Sul.

No local, alguns materiais encontrados, como um envelope com anotações dos locais frequentados por Denise e o marido, Erivelton Ferreira Barreto, assim como dados do nome completo, endereço, placa e modelo do carro de Denise, uma Mercedes-Benz branca, sinalizaram para o envolvimento de Marcelaine no crime.

Nesse envelope, ainda havia dados do esposo de Denise e duas fotos da própria acusada com o suposto amante, Marcos Souto. Em uma das fotografias, Marcelaine aparece em momento íntimo, aos beijos com o empresário.

A socialite, que havia viajado para os Estados Unidos da América (EUA) no dia do crime, foi considerada foragida e teve sua prisão decretada em 18 de dezembro de 2014. Em 5 de janeiro de 2015 ela chegou a Manaus para ser presa.

Meses depois, Marcelaine acabou confessando ter se envolvido com Marcos e a justificativa foi dramática. De acordo com ela, tudo aconteceu após uma doença ter afetado as "funções sexuais" do marido, que sempre bancou a vida de luxo dela, mas enfrentava problemas com um câncer que acabou o matando em novembro de 2017, em São Paulo, onde foi buscar tratamento. 

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