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ANP nega que haja intervenção na política de preços de combustíveis

RIO - O diretor-geral da Agência Nacional do Petróleo (ANP), Décio Oddone, negou nesta quinta-feira que haja interferência na política de preços de combustíveis da Petrobras. Ele voltou a afirmar que a abertura de uma consulta pública para discutir a periodicidade dos reajustes no país não representa uma intervenção do Estado no mercado. A decisão do órgão foi anunciada na noite de terça-feira, na tentativa de acalmar os ânimos de consumidores e do setor produtivo após a greve de caminhoneiros que paralisou o país por quase duas semanas.

Na avaliação de Oddone, a medida só foi necessária por causa de um descontentamento da sociedade com os reajustes de combustíveis, que passaram a ser praticamente diários em junho do ano passado, para alinhar os preços da estatal com os do mercado internacional.

— Se dependesse da agência, não haveria qualquer regra. Não estamos fazendo isso por vontade. Mas o tema requer a presença do Estado. Não podemos nos omitir. Se dependesse de nós, a política seria: não há política. A ANP não interfere na política de derivados. A Petrobras passa por uma situação particular fruto da situação que vivia em 2016 e passou a divulgar sua política de preços. Aqui, como a Petrobras é um monopólio, virou a política que prevalece no país — afirmou o diretor-geral da ANP, durante a abertura da 4ª rodada do Pré-Sal, no Rio.

Oddone voltou a destacar que a agência estima uma necessidade de investimento de US$ 2,5 trilhões no setor nos próximos dez anos, um volume que não poderá ser arcado por apenas uma empresa.

— Esses investimentos não cabem no balanço de uma companhia única. Precisamos de muitas empresas. É necessário que estejamos em um ambiente estável, em que as regras do jogo sejam respeitadas — frisou, destacando otimismo com o resultado do leilão desta quinta, em que serão ofertados quatro blocos nas bacias de Campos e de Santos.

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