NOVA YORK - O bitcoin superou a barreira dos US$ 12 mil nesta quarta-feira, elevando os ganhos desde o início do ano em mais de 1.100%. A moeda virtual registrou uma série de recordes nas últimas semanas, apesar dos inúmeros alertas sobre uma potencial bolha no mercado. Depois de iniciar 2017 abaixo de US$ 1 mil, superou os US$ 8 mil em novembro pela primeira vez, atingindo US$ 11 mil na semana passada.
Na manhã desta quarta, o bitcoin subiu 9%, chegando a bater US$ 12.817, alcançando o valor de mercado para US$ 200 bilhões.
Segundo o CNN Money, grande parte desse avanço foi impulsionado pela expectativa de que grandes investidores profissionais começarão a negociar com o bitcoin. As pessoas estão oferecendo seu preço mais alto, mesmo que as principais figuras em finanças e economia lhes digam para se certificar.
Semana passada, o Nobel de Economia Joseph Stiglitz, chegou a dizer que "o bitcoin deveria ser proibido". O CEO do JPMorgan Chase, Jaime Dimon, e o megainvestidor Warren Buffett também engrossaram as críticas.
No entanto, algumas instituições financeiras estão ajudando a trazer bitcoin mais para o mainstream. A partir da próxima semana, os investidores poderão negociar futuros de bitcoin através do Mercado de Opções de Chicago, o que deverá aumentar o interesse dos fundos de hedge e grandes gestores de ativos.
Futuros permitem que os comerciantes apostem no preço futuro de ativos como moedas, metais e commodities agrícolas.
A Bolsa Mercantil de Chicago também deve adotar movimento semelhante ainda em dezembro, enquanto a Nasdaq, de Nova York, quer listar futuros de bitcoin a partir do meio do ano que vem.
O Bitcoin é uma das muitas criptomoedas criadas por computadores usando algoritmos complexos.
O otimismo dos integrantes da indústria de criptomoeadas parece inabalável. Eles estimam que o bitcoin vai continuar subindo nos próximos meses.

