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Bolsas americanas abrem em queda após Trump testar positivo para coronavírus

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - As Bolsas americanas abriram em queda nesta sexta-feira (2), após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar que ele e a primeira-dama, Melania, receberam diagnóstico positivo para a Covid-19 e entraram em quarentena a 32 dias da eleição americana. Segundo Sean Conley, médico da Casa Branca, ambos estão bem, e o republicano deve seguir cumprindo suas tarefas a partir da sede do governo americano durante o período de quarentena. Investidores se preocupam com o rumo da campanha de Trump contra o democrata Joe Biden. Por volta das 11h, o S&P 500 cai 0,9%, Dow Jones, 0,6% e Nasdaq, 0,7%. "O fato só adicionou para a elevada incerteza em torno das eleições, já que a doença poderá debilitar a campanha de reeleição do presidente por, no mínimo, mais 10 dias. Atualmente, Trump tenta ganhar terreno nas pesquisas, onde Biden tem sustentado liderança confortável até o momento", escreveu a equipe da Guide Investimentos em relatório. Assim que Trump anunciou o diagnóstico em seu Twitter, os índices futuros de Wall Street tiveram forte queda. O futuro do S&P 500 chegou a perder 1,7%. Além disso, o mercado repercute a falta de acordo entre os dois partidos por um novo pacote de estímulo econômico, o que levou as lideranças democratas a aprovarem um plano próprio de US$ 2,2 trilhões (R$ 12,4 trilhões). Com o recesso do Congresso com as eleições, a aprovação do pacote pode não ser finalizada ainda este mês. Na Ásia, o pregão também foi de queda. A Bolsa de Tóquio caiu 0,7% e a da Austrália, 1,4%. Os mercados chineses permaneceram fechados devido a feriado local. Na Europa, a Bolsa de Frankfurt recua 0,7%, Paris, 0,4% e Londres, 0,2%. O índice Stoxx 600, que reúne as principais empresas da região, cai 0,1% O barril de petróleo Brent (referência internacional) recua 5%, a US$ 38,89, menor valor desde maio. A alta reflete a incerteza dos mercados nesta sexta e um aumento na produção da Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) em setembro. Além disso, analistas veem uma menor demanda com o avanço do coronavírus na Europa. O Ibovespa, porém, destoa do cenário internacional e sobe 0,3%, a 95.819 pontos, com alta das ações de bancos, após o presidente Jair Bolsonaro (sem patido) assinar MP (medida provisória) que aumenta a margem de empréstimos consignados para aposentados. O dólar recua 0,6%, a R$ 5,62. Segundo analistas, as ações do setor financeiro e o real se recuperam das quedas recentes.

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