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Chance de aprovar reforma da Previdência 'cresceu muito', diz Padilha

BRASÍLIA - O ministro da Casa Civil, , disse que "cresceu muito" a chance da aprovação da Nesta terça-feira, Padilha afirmou ainda esperar posição "favorável" do , que deve formalizar a saída do governo no próximo sábado.

— Cresceu muito a possibilidade de a gente aprovar. Cresceu muito. Estamos avaliando. Claro que não se tem facilidade, mas cresceu muito — declarou o ministro após visita do presidente boliviano, Evo Morales, ao Palácio do Planalto.

De acordo com Padilha, o PMDB deve fechar questão a favor da reforma ainda nesta semana. O martelo não deve ser batido nesta terça-feira, disse, porque o presidente da sigla, o senador Romero Jucá (RR), ainda não retornou a Brasília de uma viagem.

Além do próprio partido, o ministro declarou ter expectativas de que seis siglas aliadas façam o mesmo, incluindo o PSDB. Quando há fechamento de questão, a legenda orienta o voto de seus parlamentares e rebeldes podem ser até expulsos. As siglas são PP, PTB, PSD, PR, DEM, PRB e PMDB. Esse grupo esteve em reuniões no fim de semana com o presidente Michel Temer.

— Se os sete (partidos) conseguirem fechar questão, seguramente teremos do PSDB uma posição também favorável. Não tenho dúvida nenhuma, porque é uma questão programática do PSDB o compromisso com o ajuste fiscal. E ajuste fiscal, no Brasil, não existem sem reforma da Previdência — disse.

Nos últimos dias, o governo tem utilizado argumentos eleitorais para angariar apoio à reforma da Previdência. Se por um lado o governo Temer é o mais impopular desde o fim da ditadura, a sigla do presidente, o PMDB é a maior do país e tem, com isso, grande tempo de propaganda eleitoral na TV e no rádio. Nesta terça-feira, Padilha discordou do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, que afirmaou na véspera à "Folha de S. Paulo" que o presidente do PSDB e governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, não será o candidato do governo ao Planalto em 2018.

— Meirelles falou mais em nome do seu partido. A ideia do bloco que o presidente Michel Temer defende não exclui ninguém e, por óbvio, não tem compromisso por enquanto com ninguém — disse Padilha, enfatizando que o governo não descarta aliança alguma, inclusive com os tucanos, que no próximo sábado devem formalizar a saída da gestão Temer. Meirelles é filiado ao PSD.

A expectativa de Padilha é que, caso receba aval dos deputados ainda neste ano, a reforma previdenciária tenha tramitação mais tranquila no Senado.

— Normalmente, são parlamentares mais experientes, a maioria com passagem pelo Executivo, e sabem da importância do ajuste fiscal — afirmou, referindo-se aos senadores.

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