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Economista americano diz que ‘milhares vão morrer’ devido à reforma tributária

Em artigo no “Financial Times” de hoje, o economista Larry Summers — que foi conselheiro econômico do ex-presidente americano Barack Obama — criticou duramente a proposta de reforma tributária aprovada pelo Senado dos EUA no sábado. Segundo Summers, “milhares vão morrer” como consequência do corte de impostos — o maior desde o governo Ronald Reagan, nos anos 1980 — caso a reforma como aprovada no Senado seja ratificada na Câmara.

Na votação do Senado, os republicanos aprovaram, junto com a reforma tributária uma emenda que elimina a obrigatoriedade de adquirir planos de saúde, uma tentativa de começar a reverter o “Obamacare”.

Além disso, pontua Summers, o corte estimado em US$ 1,5 trilhão em impostos vai reduzir a cobertura da seguridade social. Ele cita a estimativa do Escritório de Orçamento do Congresso, de que a reforma tributária iria deixar 13 milhões de americanos sem acesso ao seguro de saúde. Summers acrescenta que, considerando um número de 10 milhões sem seguro de saúde (para usar uma previsão mais conservadora) e levando em conta pesquisas anteriores que mostram que a cada mil americanos que perdem cobertura de plano de saúde, um morre, a reforma tributária levaria a sim a um resultado de 10 mil mais mortes por ano devido à carência de cobertura de saúde.

“Para muitos, a perda do plano de saúde não será voluntária: eles perderão os planos porque os valores vão subir e o preço os tirará do mercado”, escreve o economista, que também foi reitor da Universidade de Harvard e economista-chefe do Banco Mundial.

A reforma aprovada no sábado foi a primeira grande vitória do presidente Donald Trump no Congresso. A proposta prevê a redução dos impostos cobrados das empresas de 35% para 20%, a partir de 2019. Para pessoas físicas, haverá uma simplificação dos tributos, reduzindo o número de alíquotas do Imposto de Renda de sete para apenas quatro: 12%, 25%, 35% e 39,6%.

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