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Exoneração de ministros ocorreu para tirar suplentes que votariam contra reforma trabalhista

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BRASÍLIA - A exoneração antecipada de quatro ministros do presidente Michel Temer, que retornaram à Câmara nesta quarta-feira, se deu por um temor de que o PSB impusesse uma derrota ao governo na votação da reforma trabalhista, prevista para ser finalizada ainda hoje.

Além do ministro Fernando Coelho Filho (Minas e Energia), que é do PSB, voltaram ao Congresso hoje Bruno Araújo (Cidades), do PSDB, e Mendonça Filho (Educação), do DEM. Os dois últimos têm como suplentes deputados do PSB de Pernambuco - Severino Ninho e Creuza Pereira -, que já vinham demonstrando infidelidade ao governo.

Também nesta quarta, retomou o mandato de deputado o ministro Ronaldo Nogueira (Trabalho), que tinha como suplente o deputado Assis Melo, do PCdoB do Rio Grande do Sul - legenda notoriamente contra as reformas encampadas pelo governo Temer. Com as trocas de última hora, o governo garante mais quatro votos a favor da reforma trabalhista e tira de cena parlamentares que poderiam votar contrários ao projeto.

Inicialmente, os ministros com mandato de deputado federal só voltariam ao Congresso quando da votação da reforma da Previdência, prevista para meados de maio. No entanto, no mesmo dia em que Temer decidiu pela exoneração de seus quadros, a direção nacional do PSB fechou questão contra a reforma trabalhista e previdenciária, o que deixou o presidente preocupado.

— O governo não quer brincar com nenhuma reforma. Não é hora de arriscar — disse um interlocutor do Palácio do Planalto.

Com as trocas, o governo trabalha com um cenário positivo, de que pode conseguir os votos de ao menos metade da bancada do PSB, algo entre 16 e 17 votos.

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