BRASÍLIA — Após reunião de líderes da Câmara com o presidente Michel Temer na noite desta segunda-feira, o deputado Beto Mansur (PRB-SP), vice-líder do governo na Casa, disse que os líderes da base farão uma "reanálise" junto às bancadas para ver a possibilidade de se votar a reforma da Previdência.
O próprio presidente admitiu, nesta sexta, a possibilidade de a reforma não ser votada, apesar dos esforços do governo. Segundo Mansur, há, até o fim do ano, cerca de 21 dias úteis em que podem acontecer votações na Câmara, nos quais, de acordo com as previsões otimistas do deputado, a Previdência ainda poderá ser votada pelos parlamentares.
— A Previdência não foi de maneira nenhuma deixada de lado — minimizou Mansur, evitando falar em número de votos que Temer teria hoje para aprovar a matéria: — Não adianta fazer uma análise de quantos votos você tem hoje (para aprovar a reforma) - disse o deputado.
O vice-líder do governo na Câmara disse que a "reanálise" que cada líder fará em sua bancada vai mostrar o "tamanho real" da base que dá sustentação ao presidente Michel Temer.
— É importante saber o tamanho real da nossa base para temas importantes.
Mansur contou que durante a reunião, da qual participaram os ministros Henrique Meirelles (Fazenda), Eliseu Padilha (Casa Civil), Antonio Imbassahy (Secretaria de Governo) e Moreira Franco (Secretaria Geral), o presidente agradeceu o empenho da base para livrá-lo da denúncia por obstrução de justiça e organização criminosa e mostrou números da recuperação econômica.
Apesar da ausência de algumas lideranças da base, entre elas a do líder do PSDB e de alguns partidos do centrão, o deputado negou qualquer esfarelamento nos apoios de Temer e também negou qualquer conflito do presidente com os tucanos.
— A base não está rachando, não. Os partidos estavam aí, os parlamentares que não estavam presentes também não foram na reunião do Maia na Câmara, mas a maioria estava aqui presente — minimizou.

