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A proposta altera regras para contratações temporárias e era esperada em janeiro, quando foi anunciado o plano para aliviar o estoque de pedidos em atraso no INSS.>
Aproximadamente 1,25 milhão de pedidos de aposentadorias e outros benefícios aguardam mais de 45 dias (prazo previsto em lei) pela análise.>
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O texto, assinado pelo presidente Jair Bolsonaro, não especifica que as contratações temporárias de servidores aposentados valerão apenas para o INSS, deixando aberta a possibilidade de que outros órgãos adotem a mesma medida futuramente.>
De acordo com a proposta, contratações emergenciais poderão ocorrer por meio de processo seletivo simplificado e sem concurso público, em casos de calamidade pública, emergência em saúde pública, emergência ambiental ou humanitária, e em situações de iminente risco à sociedade.>
Também passa a ser liberada a contratação por tempo determinado para atividades que foram consideradas obsoletas, como exemplo datilógrafos e ascensorista de elevadores.>
Segundo o governo, esse é um mecanismo na administração pública para enfrentar o período de arrocho fiscal. Estudos técnicos terão que mostrar o caráter obsoleto da carreira.>
Além disso, a MP permite que, diante de necessidade temporária de excepcional interesse público, servidores aposentados poderão ser contratados por tempo determinado.>
É um instrumento moderno, mais econômico para a administração pública. Não é uma medida provisória específica para a questão do INSS, disse o secretário especial de Previdência e Trabalho, Bruno Bianco. Ele negou que a MP seja uma forma de antecipar a reforma administrativa, defendida pela equipe econômica.>
Inicialmente, o governo pretendia montar uma força-tarefa contra a fila do INSS apenas com militares reservistas. Mas a estratégia foi ampliada e, por isso, foi necessário publicar a MP para que servidores aposentados civis também possam atuar.>
A expectativa do governo é que, até outubro, o tempo médio de análise de um pedido no INSS caia de aproximadamente 80 dias (taxa atual) para um patamar entre 20 dias e 25 dias, considerada uma média ideal pelo novo presidente do órgão, Leonardo Rolim.>
A demora para o INSS analisar os pedidos está ligada à redução de servidores no órgão, que caiu de 32,3 mil, em 2017, para 23 mil no ano passado.>
Em janeiro, o ex-secretário especial de Previdência e Trabalho, Rogério Marinho, declarou que a burocracia para contratar militares da reserva a trabalharem em agências do INSS seria resolvida no mesmo mês.>
Bolsonaro também fez promessas que não foram cumpridas. Ele afirmou que, até o fim de janeiro, esses oficiais das Forças Armadas já estariam atuando na força-tarefa contra a fila do INSS.>
Mesmo com a publicação da medida provisória, os trâmites burocráticos ainda não acabaram: o INSS precisa lançar o edital dos contratos temporários. Só então começará a seleção.>
A expectativa, anunciada nesta segunda, é que o edital seja publicado até dia 20 de março e o início das atividades dos contratados, até 17 de abril.>
Enquanto isso, a força-tarefa vem passando por modificações e deve ser mais ampla que o anunciado inicialmente pelo governo.>
Em janeiro, o Ministério da Economia anunciou um plano que envolvia a contratação de 7.000 militares reservistas.>
A estimativa desse contingente vem subindo nos últimos dias para que, quando a força-tarefa entrar em ação, a fila possa reduzida dentro da data prevista (até outubro).>
A previsão agora é que 8,2 mil militares reservistas sejam contratados, que vão atuar no atendimento nas agências da Previdência Social e na parte administrativa da Secretaria de Previdência ou da Secretaria de Gestão de Pessoas do Ministério da Economia.>
A ideia é pagar um bônus de 30% sobre a remuneração da reserva, mas há um limite: R$ 2,1 mil (como no atendimento nas agências) ou R$ 4,2 mil (como no controle e análise de dados e informações do regime previdenciário de servidores públicos).>
Com isso, o governo estima gastar R$ 160 milhões até o fim do ano.>
Já os aposentados do INSS devem fazer exclusivamente a análise dos requerimentos de benefícios, como aposentadorias e pensões.>
Para esses cargos, não deve haver limite de vagas. O trabalho será remunerado por produtividade: R$ 57,50 por pedido analisado.>
O governo também prevê a contratação de peritos médicos aposentados. O valor nesse caso é de R$ 61,72 por perícia realizada. A ideia é que esses profissionais também possam, futuramente, atuar no pente-fino, que busca benefícios pagos com irregularidades.>
O Ministério da Economia não calculou qual será o custo com essa parte da força-tarefa contra a fila do INSS.

