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A votação do texto em primeiro turno ocorreu na sessão extraordinária das 19h do dia 18 de fevereiro, há quase duas semanas. A segunda etapa deveria ter acontecido no dia seguinte, mas a sessão foi cancelada após novas brigas e agressões entre deputados.>
Deputados ouvidos pela reportagem dizem que, normalmente, a decisão sobre as extraordinárias do dia acontece no colégio de líderes, realizado sempre às terças-feiras. Eles argumentam que, no entanto, como já havia sido deliberado, antes do Carnaval, que a votação ocorreria na próxima terça, a discussão pelas lideranças não se faz necessária.>
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"O presidente Cauê Macris informa que não houve qualquer antecipação da votação do segundo turno da reforma da previdência paulista, uma vez que a sessão extraordinária sequer havia sido marcada. As portas da Assembleia Legislativa estarão abertas normalmente - como sempre ocorreu - para receber o público que queira acompanhar a sessão, convocada para esta terça-feira às 9h15.">
Deputados da oposição dizem que, mesmo com amparo regimental, a convocação para a parte da manhã é manobra para conter mobilizações de servidores, que estavam se programando para chegar na Alesp às 14h.>
"É um grande golpe contra os servidores para tentar neutralizar o ato e as manifestações que ocorrerão. Querem se esconder, mas não conseguirão, amanhã teremos milhares de pessoas aqui na Alesp a partir das 9h", disse à reportagem o deputado estadual Carlos Gianazzi (PSOL).>
"Nós vamos lotar a Alesp e as imediações, não vamos deixar que façam as coisas dessa forma. É um golpe dado pelo presidente da Alesp", disse a deputada estadual Professora Bebel (PT), também presidente da Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial de SP).>
O deputado Carlos Machado (PTB), que na última sexta-feira (28) entrou com mandado de segurança na Justiça estadual contra a tramitação da PEC, também se posicionou contra a convocação.>
"A decisão do presidente Cauê Macris é abusiva, desrespeitosa e acintosa, pois além de temer a decisão do judiciário paulista, ainda busca impedir a presença democrática de servidores na Assembleia Legislativa.">
SERVIDORES>
"O funcionalismo foi pego de surpresa, mas já estamos acostumados com essas atitudes e já alertamos todos o magistério para que esteja às 8h na rampa da Alesp", afirmou Loretana Paolieri Pancera, primeira vice-presidente do CPP (Centro do Professorado Paulista).>
O CPP e a Apeoesp pedem, desde a última semana, que os professores entrem em greve nesta terça (3) contra a votação da PEC da Previdência.>
O Movimento Unificado de Valorização das Polícias, que reúne categorias da segurança pública, também anunciou manifestação contra a reforma dos servidores de São Paulo.>
As entidades representativas pedem, entre outros pontos, a inclusão de trecho que especifique as regras de transição para aposentadoria de policiais e mais clareza no texto sobre as regras para inatividade que serão adotadas para quem ingressou na carreira entre 2004 e 2013.

