"À medida que a dívida aumenta, o espaço fiscal se contrai desproporcionalmente mais em países de baixa renda", alertou Georgieva, em discurso que antecede as reuniões anuais do FMI, na próxima semana.
De acordo com ela, o espaço fiscal continua diminuindo, e as escolhas difíceis de gastos se tornaram "mais difíceis" com pagamentos de dívida mais altos. "Escolas ou clima? Conectividade digital ou estradas e pontes?", comparou.
O quadro se agrava diante de tempos profundamente problemáticos, conforme a diretora-gerente do FMI. "O dividendo da paz do fim da Guerra Fria está cada vez mais em risco. Em um mundo de mais guerras e mais insegurança, os gastos com defesa podem continuar aumentando enquanto os orçamentos de ajuda ficam ainda mais aquém das crescentes necessidades dos países em desenvolvimento", avaliou.
Georgieva afirmou ainda que, no futuro, o comércio não será o mesmo motor de crescimento de antes. "É como despejar água fria em uma economia mundial já morna", classificou.

