RIO - O presidente do BNDES, Paulo Rabello de Castro, minimizou a possibilidade de a taxa básica de juros, a Selic, convergir para o mesmo patamar da Taxa de Juro de Longo Prazo (TJLP). Hoje, em reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) a Selic deve cair a 7% ao ano, igualando-se à TJLP pela primeira vez na história.
— Você tem que esperar a próxima reunião do Conselho Monetário Nacional para ver se a nova TJLP não volta a ser calculada com a regra que sempre foi utilizada. É esse o compromisso que existe entre os ministros da área — disse Paulo Rabello.
A TJLP é a taxa de referência da maior parte do crédito do BNDES desde sua criação, em 1994, e ficou bem abaixo da Selic nos últimos anos, configurando subsídio aos tomadores dos empréstimos. A partir de 2018, o financiamento do banco terá como referência a Taxa de Longo Prazo ( TLP), que vai se aproximar gradualmente das taxas de mercado.
— A TLP é uma taxa que chega em boa hora porque toda a estrutura dos juros está em um dígito e deve ficar por aí. É um bom momento para fazer uma redefinição de taxa — disse Paulo Rabello.
O presidente do banco, que fez críticas à mudança no passado, disse que não vê problema na concorrência com outras instituições de crédito que a taxa deve proporcionar. Segundo ele, o banco pode passar a atuar com mais força em outros setores, como inovação e meio ambiente.

