Início Economia Proibição de laptops em voos da Europa para EUA custaria US$ 1 bi, diz associação
Economia

Proibição de laptops em voos da Europa para EUA custaria US$ 1 bi, diz associação

Envie
Envie

LONDRES E BRUXELAS A ampliação da proibição dos Estados Unidos ao transporte de aparelhos eletrônicos a bordo de aeronaves, a fim de incluir os voos oriundos da Europa, custaria aos passageiros mais de US$ 1 bilhão, afirmou ontem a Associação Internacional de Transportes Aéreos (Iata, na sigla em inglês).

Enquanto os limites atuais a alguns serviços do Oriente Médio e do Norte da África afetam 350 voos com destino aos EUA por semana, ampliá-los para os 28 países da União Europeia, além de Suíça, Noruega e Islândia, impactaria 390 por dia, ou mais de 2.500 por semana, estima a Iata. A decisão custaria aos passageiros US$ 655 milhões em produtividade perdida, US$ 216 milhões em tempos de viagem mais longos e US$ 195 milhões em aluguel de aparelhos a bordo, afirma a associação.

A expansão da proibição de laptops e tablets causaria uma perturbação “significativa” no mercado comercial transatlântico e pode não ser a melhor forma de conter ameaças terroristas, afirmou o diretor executivo da Iata, Alexandre de Juniac.

— Viajar com laptop faz parte da vida cotidiana — disse De Juniac à Bloomberg. — Não temos certeza de que essa proibição esteja adaptada à realidade. Não sabemos qual é a base ou a informação dos órgãos de inteligência que justifique essa medida.

AUTORIDADES DISCUTIRÃO PLANO

De Juniac fez o comentário no momento em que as autoridades de EUA e União Europeia se preparavam para uma reunião em Bruxelas para discutir a ampliação da proibição, que exclui aparelhos pequenos, como telefones. O porta-voz de transporte da Comissão Europeia disse, antes da reunião, que o órgão desconhece qualquer evidência que justifique novas medidas. A Iata representa 265 empresas aéreas de todo o mundo.

A Iata estima ainda que algumas empresas preferirão cancelar viagens em vez de manusear laptops repletos de informações confidenciais. As companhias aéreas teriam de arcar com custos gerados por atrasos nas partidas, manuseio adicional de bagagens despachadas e responsabilidade por aparelhos danificados ou roubados, e o volume de passageiros poderia cair, afirma a associação.

Ao mesmo tempo, os voos podem se tornar menos seguros devido aos aparelhos com baterias de lítio armazenados no compartimento de carga.

A Iata precisa ser informada a respeito das preocupações dos EUA para contribuir para o desenvolvimento de uma solução, disse De Juniac.

— Podemos oferecer aparelhos apropriados no que diz respeito a medidas de segurança e de proteção para os passageiros.

Entre as medidas possíveis estão o uso maior de detectores de explosivos e cães farejadores, escrutínio visual maior dos aparelhos, emprego de agentes de identificação comportamental e implementação de programas de viajantes confiáveis para ajudar a identificar passageiros de menor risco, afirma a Iata. ()

Siga-nos no

Google News