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Taxas podem subir na esteira de curvas de títulos pelo mundo, por temor com inflação

Estadão

O mercado de juros repercute na abertura a pesquisa de serviços, que sai às 9 horas, mas o clima de aversão a risco no exterior tende a trazer pressão de alta. Diante da falta de sinal de acordo entre Estados Unidos e Irã, o petróleo volta a subir, elevando os temores com inflação global e das chances de aumento de juros pelo Federal Reserve (Fed).

Os rendimentos dos Treasuries e dos títulos soberanos ao redor do mundo sobem. O mercado precifica 60% de chance de uma alta de 25 pontos-base nos juros do Fed até o fim do ano. Aqui, o aumento do prêmio de risco reduz o espaço para o ciclo de cortes da Selic pelo Comitê de Política Monetária (Copom).

A mediana das estimativas do mercado indica queda de 0,1% para o volume de serviços prestados em março, na margem, após alta de 0,1% em fevereiro, após dois meses seguidos de variações positivas.

A curva também pode inclinar mais a depender dos desdobramentos do "Flávio Day 2.0", após vazamento de áudio em que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, aparece pedindo dinheiro ao banqueiro Daniel Vorcaro para concluir o filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. Flávio negou ontem repasses dos recursos do filme ao irmão Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que mora nos Estados Unidos desde o ano passado. O líder do PT na Câmara dos Deputados, Pedro Uczai (SC), acionou o Coaf por repasses ao filme "Dark Horse".

Com a prisão preventiva do pai, Henrique Vorcaro, aumentou muito a pressão sobre Vorcaro, ex-dono do Banco Master, por uma delação mais ampla se quiser livrá-lo da cadeia.

Após visita de três dias à China, o presidente dos EUA, Donald Trump, disse nesta sexta-feira que "alguns acordos comerciais fantásticos" foram fechados com o governo chinês, mas não há informações sobre qualquer acordo fechado. E afirmou que a China deve abrir seu mercado para empresas americanas "em estágios". Já o representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, disse que o governo chinês admite que parte das tarifas americanas sobre produtos chineses deve permanecer em vigor.

Para a Capital Economics, o encontro EUA-China parece ter se limitado, em grande parte, a consolidar a trégua comercial em vigor, embora ainda haja expectativa por detalhes completos sobre o que foi acertado na cúpula. Para a consultoria britânica, a reunião deve garantir estabilidade nas relações entre as duas principais potências mundiais no curto prazo.

Ainda na agenda do dia, o diretor de Assuntos Internacionais e Política Econômica do BC, Paulo Picchetti, participa da IV Conferência Anual do Banco Central do Brasil, que acontece a partir das 9 horas. No exterior, as atenções se voltam para dados de produção industrial dos Estados Unidos (10h15).

O encontro entre Trump e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em Washington, teve como destaque a "quebra do clima de 'ruídos diplomáticos permanentes' entre os dois países". Porém, negociações dos Estados Unidos com a China e a guerra no Irã têm potencial para afetar as exportações brasileiras. A avaliação é do relatório do Indicador de Comércio Exterior (Icomex) divulgado pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV).

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