WASHINGTON - Antes de alcançar a marca dos 100 primeiros dias de governo, a administração Trump apresentou nesta quarta-feira uma ampla e ambiciosa proposta de reforma fiscal que inclui redução de impostos para empresas e para pessoas físicas, segundo comunicado divulgado há pouco pela Casa Branca. .
As pessoas físicas também serão beneficiadas pelas mudanças. A alíquota máxima de imposto para indivíduos vai passar dos atuais 39,6% para 35%. Apesar da redução, ainda vai se manter acima dos 33% que tinham sido divulgados durante a campanha eleitoral. As demais alíquotas serão definidas em 10% e 25%, o padrão de dedução das pessoas físicas no imposto de renda vai dobrar.
O pacote foi classificado por Mnuchin como o maior corte de impostos já realizado na História dos Estados Unidos. Duranto o anúncio oficial do plano, o secretário do Tesouro defendeu com firmeza a convicção do governo de que uma redução drástica de impostos vai provocar o crescimento da economia americana e que não terá efeitos sobre o déficit do país.
O documento divulgado pela Casa Branca sobre o plano inclui ainda uma taxa único para a repatriação de “bilhões de dólares que são mantidos no exterior”. Os detalhes da reforma fiscal ainda deverão ser negociados com o Congresso americano, mas Mnuchin adiantou que há conceitos fundamentais “que não são negociáveis”.
— O ponto central é que queremos tornar competitivos os impostos para as empresas, trazer milhões de dólares para criar empregos, simplificar as declarações individuais e reduzir a carga. Esses princípios fundamentais não são negociáveis — disse.
O principal assessor econômico da Casa Branca, Gary Cohen, afirmou ainda que uma parte importante do plano de reforma está ligado à simplificação do processo:
— Em vez de um formulário, há 199 formulários apenas para os contribuintes individuais, que em geral investe sete milhões de horas preenchendo formulários a cada ano. Cerca de 90% dos contribuintes precisam de ajuda para declarar seus impostos.

