FRANKFURT - Em um país que, nos últimos anos, cresceu economicamente em cima de salários baixos e com reajustes pequenos, os funcionários alemães do grupo Volkswagen conseguiram um acordo bastante favorável. O pacto prevê aumento de 4,3% nos salários a partir de maio.
Este é o segundo acordo do tipo fechado recentemente considerado favorável aos trabalhadores. No início do mês, e possibilidade de redução de jornada em pacto no estado de Baden-Wuerttemberg.
O acordo da Volks — que também é dona de marcas como Porsche e Audi — resolve uma disputa que gerou as primeiras greves na montadora desde 2004. De acordo com o CNN Money, os termos também estipulam 2,3% de bônus extra e benefícios previdenciários. Os trabalhadores do turno da noite e aqueles que cuidam de crianças ou parentes idosos podem trocar estes bônus extras por seis dias adicionais de folga. Com isso, incluindo feriados públicos, eles teriam até 45 dias de folga remunerados.
O anúncio do acordo foi feito nesta quarta-feira pela Volks e pelo IG Metall e inclui um pagamento único de € 100, além de melhorias no esquema de aposentadoria da montadora.
Os termos do pacto também permitem que as horas de alguns trabalhadores sejam aumentadas temporariamente para que eles possam trabalhar em projetos específicos, o que tem sido uma das principais demandas dos patrões nas últimas negociações trabalhistas, enquanto patrões enfrentam uma lista cheia de encomendas.
Os funcionários da empresa também receberão uma remuneração adicional anual de 27,5% de seu salário mensal, a partir do próximo ano.
Por outro lado, a Volkswagen poderá pedir que de 5% e, em alguns casos, a 10% dos funcionários cobertos pelo acordo aumentem temporariamente sua jornada de trabalho para até 40 horas por semana.
— Esta provisão nos dá flexibilidade adicional, o que nós definitivamente precisamos — disse o principal negociador da Volks, Martin Rosik, à Reuters.

