SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - O CEO da McLaren, Zak Brown, disse que a Ferrari está "vivendo em negação", referindo-se à maneira como a escuderia tem rechaçado as propostas de diminuição do teto de gastos da Fórmula 1 mediante a crise do coronavírus. Na última terça-feira, o chefe de equipe da Ferrari, Mattia Binotto, afirmou ao jornal "The Guardian" que "não é hora de se apressar", respondendo as propostas das demais escuderias. "Acho que todos reconhecemos que nos tempos modernos estamos passando pela maior crise que o mundo passou. Você tem países fechados, indústrias fechadas. Acho que é um erro crítico não ter pressa de resolver o que está acontecendo", afirmou Brown. "Ele [Mattia] está vivendo em negação. Acho que você verá praticamente todos os presidentes, primeiros-ministros ou CEOs de todo o mundo operando com pressa para enfrentar esse problema de frente. 'Tomar o nosso tempo', acho que é uma estratégia de liderança muito ruim", completou. Segundo Binotto falou ao "The Guardian", o atual teto de R$ 813 milhões "já é uma solicitação nova e exigente em comparação com o que foi estabelecido em junho passado. Não pode ser alcançado sem sacrifícios significativos adicionais, especialmente em termos de nossos recursos humanos". Por fim, Brown já havia dito que o esporte corre o risco de perder até quatro de suas dez equipes atuais se a crise não for tratada corretamente. A temporada da Fórmula 1 ainda não começou e não deve continuar até julho, com as corridas europeias a portas fechadas.
