BELO HORIZONTE, MG (UOL/FOLHAPRESS) - O Atlético-MG aguarda uma posição das autoridades de saúde para definir a situação de seus atletas em meio à pandemia do novo coronavírus. O clube trata a ideia de forma incipiente, mas cogita a suspensão dos contratos se os treinamentos não retornarem no início de maio, quando se encerram as férias do elenco. Membros dos departamentos jurídico e de futebol discutem a possibilidade de suspensão dos vínculos se os trabalhos não voltarem até 4 de maio, data limite conforme as leis brasileiras. O clube está impossibilitado de conceder novo período de férias atletas já foram liberados por 30 dias, tempo máximo permitido pela CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas) e não é possível antecipar o tempo de descanso da próxima temporada. Os exercícios estão marcados para volta em 1º de maio. O problema é que o plantel comandado por Jorge Sampaoli ainda não foi informado se a data será mantida ou alterada. O grupo se planeja para reapresentação no início do próximo mês. O Atlético já havia anunciado, no fim de março, que cortaria até 25% dos salários de funcionários do clube. O valor não será devolvido ao grupo em nenhum momento da temporada. A diretoria alega que 77% do quadro de colaboradores não terão nenhum impacto nos vencimentos, recebendo até R$ 5 mil integrais por mês. O problema é que o Galo encontra empecilhos para faturar durante a crise. O clube não tem receitas previstas para os próximos meses por causa da paralisação do futebol e, inclusive, atrasou parte dos pagamentos aos atletas nos últimos três meses.
