"No fim, ficou um balanço extremamente positivo. Nos mantivemos entre as duas melhores duplas do mundo e estamos cada vez mais perto. Pegamos uma chave duríssima e paramos nos melhores. Mostramos força e progredimos", avaliou Soares, que foi só foi derrotado pelos irmãos Bob e Mike Bryan, melhor dupla do ranking da ATP.
A boa campanha em Paris dá sequência à vitoriosa temporada do brasileiro. Ele já acumulou três títulos - em Auckland, São Paulo e Barcelona -, uma final, no Masters 1000 de Madri, e agora soma sua segunda semifinal em Roland Garros.
"Essa foi a melhor metade de ano da minha carreira. Ganhei três títulos, fui à final em Madrid, à semi em Roland Garros... Quem acompanha sabe que não tive refresco e todos os jogos foram pedreiras", comentou.
Os bons resultados levaram Soares ao Top 10 pela primeira vez. No ranking a ser atualizado na segunda-feira, ele deve figurar na sexta colocação, igualando a melhor posição de Carlos Kirmayr, em 1983. À frente dos dois está somente Cássio Motta, que chegou a ser o quatro melhor tenista de duplas do mundo também em 1983.
Entre as duplas, Soares e Peya seguem na segunda colocação da temporada, o que deixa os dois muito perto de uma das vagas no ATP Finals, que reúne as oito melhores duplas do ano em Londres, em novembro.
"O segredo é manter o ritmo e evoluir, conservar essa pegada boa que estamos, com um ritmo forte em todos os torneios. Estamos cada vez mais perto de Londres e está dando certo. Agora é trabalhar", projetou Soares.

