RIO — A classificação às oitavas de final da Libertadores, na vitória por 1 a 0 sobre o Atlético Nacional, quinta-feira, com uma rodada de antecedência e sufoco até o fim, teve emoção de sobra. E era o contexto perfeito para o herói Rodrigo Pimpão: há dois meses sem fazer gol e diante de seus pais, que vieram ao Rio e acompanharam o jogo no Engenhão.
Agora, Pimpão tem quatro gols na Libertadores — dois deles decisivos na pré-Libertadores, um que deu a vitória na estreia da fase de grupos, contra o Estudiantes, e o de quinta, que levou o time às oitavas.
Mais um e ele se iguala a Jairzinho, pai de Jair Ventura, o mentor do craque, quem o orienta nesta boa fase. Pimpão prefere dividir os méritos: diz que o time inteiro é tão importante quanto ele:
—— Não sou decisivo, decisiva é a equipe, o grupo. Entramos em campo com vontade, determinação, marcando na frente, nos superando. E fico feliz de ter ajudado quando o Botafogo precisou. A equipe sempre pode contar comigo.
Esse eventual recorde seria apenas mais na já histórica campanha na Libertadores. O Botafogo superou a marca de jogos em uma mesma edição (10), pois jogará ao menos 12 este ano. O número de vitórias numa mesma edição também foi igualado nesta quinta-feira: cinco. E quebrou o tabu de 44 anos sem vencer fora do Brasil na Libertadores.

