Além do presidente da Federação Espanhola de futebol, Ángel Maria Villar, também foi preso nesta terça-feira seu filho, Gorka Villar. Advogado especialista em direito esportivo, Gorka foi homem forte da Conmebol entre 2014 e 2016, quando acabou investigado no Uruguai em um caso que envolvia contratos de direitos de transmissão de competições.
Gorka e seu pai foram detidos em uma operação anticorrupção ordenada pela Audiência Nacional espanhola. Eles são acusados de desvio de recursos da Federação Espanhola, através de contratos firmados entre a entidade e empresas ligadas a Gorka. Ángel Maria Villar, atual vice-presidente sênior da Fifa, também é acusado de cobrar comissões ilícitas referentes a amistosos da seleção espanhola.
Além da atuação na Europa, o filho de Villar teve forte presença na América do Sul. Gorka foi nomeado diretor jurídico da Conmebol em 2011, ainda durante a gestão de Nicolás Léoz, banido do futebol pelo Comitê de Ética da Fifa. Em 2014, Gorka Villar foi alçado ao posto de diretor-geral da entidade sul-americana, já sob o comando de Juan Ángel Napout, que se declarou culpado perante a Justiça dos EUA por crimes de corrupção ligados ao futebol.
Gorka Villar foi o homem forte da Conmebol até julho de 2016. Nesse período, a entidade foi acusada por clubes uruguaios de escolher contratos menos vantajosos de direitos de transmissão, levantando a suspeita de benefícios ilícitos. Em dado momento, os clubes se retiraram do processo contra a Conmebol, alegando que Gorka Villar exerceu chantagens usando a influência do pai junto à Fifa.
O ex-goleiro paraguaio José Luiz Chilavert chegou a se referir a Gorka como “cérebro da máfia corrupta que governa o futebol sul-americano” à época. O filho de Villar também foi acusado de empregar seus sócios privadas para cargos-chave no futebol sul-americano e na Federação Espanhola.

