A parceria com um aplicativo de táxis e carros particulares, anunciada esta semana, é mais uma tentativa do Fluminense de fazer dinheiro com publicidade. Mas o sinal de alerta soa cada vez mais alto. Sem um patrocinador master desde março de 2016, quando rompeu com o último por falta de pagamento, o clube vê as receitas com publicidade minguarem.
Em 2015, a arrecadação foi de R$ 27,5 milhões. No ano passado, R$ 15,7 milhões entraram nos cofres. Para 2017, a diretoria chegou a orçar uma verba maior - R$ 18,7 milhões. Mas, por enquanto, este crescimento ainda está longe de ser visto. O clube divulgou que, no primeiro trimestre, recebeu apenas R$ 2,2 milhões.
Vale lembrar que o Fluminense também considera como receita de publicidade as permutas (trocas de produtos e serviços por exposição da marca pelo clube), já que geram algum tipo de economia. Mas o clube garante que terá novidades para anunciar em breve.
- Nós estamos trabalhando para que aconteça o mais rápido possível. Temos algumas frentes de negociação abertas. Não comento o que ainda não está assinado, mas a torcida pode ficar tranquila - disse o diretor de marketing André Mizhari.
Uma delas deve ser o patrocínio de uma empresa de seguros, que já estampou sua marca nas costas da camisa nas finais do Carioca e deve voltar a fazê-lo até o fim do ano. As negociações tiveram início em abril e estão em estágio avançado. A informação foi divulgada inicialmente no site Netflu e confirmada pelo GLOBO.
Como não inclui patrocínio na camisa, a parceria com o aplicativo de táxi prevê uma verba pequena. O valor, não divulgado, mas está atrelado ao uso dos códigos promocionais que serão divulgados ao longo do ano.

