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Um ano, sonhos e projetos

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Quando a Chapecoense se reapresentou, no dia 6 de janeiro, a maior preocupação da diretoria era com a falta de jogadores. Não apenas porque em três semanas o time estrearia no Catarinense. Mas também, e principalmente, porque o mundo inteiro acompanhava aquele passo tão importante.

Até aquele momento, somente cinco reforços haviam sido anunciados. Então, a burocracia foi mandada às favas, e jogadores que nem haviam assinado contrato também foram chamados. Mesmo assim, foi preciso convocar os garotos da base. O objetivo era fazer volume.

— O mundo não podia achar que a Chapecoense acabou. Se começássemos a temporada com oito jogadores, qual recado daríamos? — refletiu o diretor de futebol Rui Costa.

Hoje, quando o acidente com o avião da LaMia — que matou 71 pessoas, entre jogadores, membros da comissão técnica e dirigentes — completa um ano, as preocupações já não são as mesmas. Mesmo sem esquecer o passado, a Chape se sente mais segura ao olhar para a frente.

O clube que tentava convencer o mundo de que ainda tinha forças para se manter de pé já projeta a temporada de 2018, na qual ainda pode voltar à Libertadores. Em nono no Brasileiro, com 51 pontos, pode tomar o sexto lugar do Flamengo, além de se beneficiar caso o G-7 vire G-9. A Chape pode ainda ser o único representante do futebol catarinense na Série A. Com a permanência na elite, um orçamento maior está garantido.

— Nosso primeiro compromisso é de exercer a opção de compra dos jogadores que estão aqui. Estamos tentando manter grande parte do elenco. Nem todos serão possíveis, mas os que forem nós vamos manter. Concomitantemente, vamos tentar reforçar o grupo no mercado — disse Costa.

Dos 38 jogadores do elenco, 22 chegaram por empréstimo. Uma marca alta que se justifica pelo fato de a maior parte do plantel ter morrido. O clube já confirmou a compra do goleiro Jandrei, do zagueiro Luiz Otávio e do atacante Arthur. Após o Brasileiro, as conversas com os demais serão intensificadas. Mas o cenário já é diferente do início do ano. A diretoria sabe que não pode contar — e nem cogita — com a solidariedade de todos os cantos do mundo.

— Em 2018, não se tratará mais a Chapecoense sob a ótica da gratidão, da generosidade. Passamos a ser concorrentes — reconheceu Costa. — E um concorrente duro você não ajuda, você enfrenta.

Minuto de silêncio

A Fifa determinou que todas as partidas realizadas ontem e hoje tenham um minuto de silêncio. O Grêmio vai exibir o escudo do clube em sua camisa na final da Libertadores, contra o Lanús. Hoje, o dia será de homenagens na Arena Condá. Mas pela memória dos que se foram. Porque a Chape segue viva e forte.

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