Ao inaugurar na quinta-feira o Residencial Viver Melhor, para famílias com renda até R$ 1.600, governador Omar Aziz disse que “a presidente Dilma tem honrado com todos os compromissos assumidos o Amazonas”. Omar também anunciou que outras 2.600 casas deverão ser construídas no Cacau Pirêra, atendendo famílias vítimas da última cheia dos rios do Estado.

A inauguração contou com a presença da primeira dama Nejmi Aziz, da secretária nacional de Habitação, Inês Magalhães, e da diretora nacional do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), Maria Caldas, que representou a ministra do Planejamento, Miriam Belchior. A cerimônia representou a entrega oficial da primeira etapa do Residencial Viver Melhor, que terá no total 8.895 unidades habitacionais até meados de 2013.
Nesta etapa, 3.511 famílias receberam suas novas moradias, entre casas e apartamentos. Do total de unidades, 107 casas são adaptadas a pessoas com deficiência e idosos. O conjunto possui ainda ruas pavimentas e arborizadas, estação de tratamento de esgoto, rede de energia elétrica e água encanada. Cada bloco de apartamento tem 16 unidades, com dois quartos, sala, cozinha e banheiro. Na solenidade de inauguração, Ana Paula Carvalho e Rosani Péres receberam as chaves da casa e do apartamento delas, respectivamente.

“Eu acho que são duas coisas que uma família sempre sonha: dar uma boa educação para os filhos e ter a casa própria. A casa própria estamos fazendo e vamos ter, somente aqui no conjunto, quase 9 mil unidades. Tem muita cidade do interior que não tem a quantidade de casas que tem esse conjunto”, disse o governador Omar Aziz. Segundo ele, o Governo do Estado agora investe na infraestrutura para que as famílias tenham o necessário para vivem bem em suas novas moradias.
Ao todo, foram investidos nesta etapa R$ 196,3 milhões, sendo R$ 41,030 milhões do Governo do Amazonas, que também está investindo mais de R$ 150 milhões em infraestrutura, incluindo vias de acesso já concluídas e o conjunto de aparelhos públicos, como escolas, delegacias e unidades de saúde que estão sendo implantados no local. O terreno onde o empreendimento foi erguido também foi doado pelo Estado.
Na segunda etapa do Residencial Viver Melhor, cujo investimento é da ordem de RS$ 354,7 milhões, também através do programa Minha Casa Minha Vida, serão construídas outras 5.384 unidades, das quais mil já estão prontas. A expectativa é entregar a segunda etapa, completando 8.895 casas e apartamentos, no final de 2013.
Mais investimentos – Durante a inauguração, o governador Omar Aziz formalizou também convênio com a Associação Orquídea do Movimento de Mulheres por Moradia, que vai resultar na construção de 600 casas nos moldes do programa Minha Casa Minha Vida, também em Manaus.
De acordo com o ministro das Cidades, Aguinaldo Ribeiro, a previsão do Governo Federal é ter no Amazonas pelo menos 30 mil unidades construídas por meio do programa Minha Casa Minha Vida. Segundo ele, algumas destas unidades já estão em fase de contratação com o Governo Federal. Em relação às 2.600 casas que serão construídas no Cacau Pirêra, o ministro disse que a expectativa é concluir o mais rápido possível o projeto para iniciar a construção.
Critérios de seleção para o Residencial Viver Melhor – As famílias beneficiadas na primeira etapa do Residencial Viver Melhor foram selecionadas no banco de dados da Suhab através dos critérios estabelecidos pelo Ministério das Cidades e do Governo do Estado.
Conforme critérios do Ministério, podem se candidatar às unidades famílias chefiadas por mulheres e famílias residentes em áreas de risco. No âmbito estadual, os critérios de prioridade são famílias com filhos com residência fixa em Manaus há, no mínimo, três anos; famílias que residem na condição de cedidos ou alugados, que não foram contempladas com programas habitacionais de esfera federal, estadual, municipal bem como assentamentos; e famílias com membros que possuam doenças crônicas degenerativas. Somando a um desses critérios, a renda familiar não pode ultrapassar R$1.600.
Na análise, a Caixa também avaliou a capacidade financeira das famílias. Os imóveis foram financiados por um período de 10 anos, com prestações que não podem ultrapassar 5 % da renda familiar.
