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Aceno à Igreja Católica deixa Macron sob fortes críticas

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paris Já enfrentando protestos de estudantes e greves de ferroviários e na Air France, o presidente Emmanuel Macron botou mais lenha na fogueira ao defender laços mais fortes entre o Estado francês e a Igreja Católica. O posicionamento desatou uma forte polêmica no país, que tornou o Estado laico em 1905, além de abrigar as maiores comunidades judaica e muçulmana da Europa Ocidental.

— Se fazemos isso (reaproximação), deve ser porque em algum lugar compartilhamos o sentimento de que a ligação entre a Igreja e o Estado foi prejudicada, que chegou o momento de nós a consertarmos — disse Macron, num encontro na segunda-feira com dignitários eclesiásticos.

A observação foi vista por críticos do presidente como um enfraquecimento da política que manteve o governo livre de intervenção religiosa por gerações.

— Foram necessários três séculos de guerra civil para chegar aonde estamos e não há absolutamente nenhuma razão para voltar atrás por causa de um capricho intelectual do presidente — disparou o líder do movimento de esquerda França Insubmissa, Jean-Luc Mélenchon.

Grupos de direitos homossexuais, que travaram uma campanha amarga contra a Igreja sobre a introdução do casamento entre pessoas do mesmo sexo em 2013, também criticaram a aproximação.

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