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Analistas advertem: culpar Rússia por hackear Macron pode ser precipitado

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PARIS - A Rússia tinha motivos, os meios e aparentes antecedentes recentes em crimes cibernéticos durante campanhas presidenciais. No entanto, mesmo que analistas afirmem haver sinais indicando a participação russa, observadores indicam que culpar Moscou pelo vazamento de documentos de campanha de Emmanuel Macron — às vésperas do segundo turno das eleições presidenciais francesas — não é somente uma conclusão apressada, mas também que fortalece outros países e grupos de hackers que podem facilmente usar a Rússia como escudo. Além disso, poderia enfraquecer acusações em que as provas contra o país são mais fortes, como na eleição presidencial americana em 2016.

A agência de Inteligência cibernética Flashpoint afirmou que uma análise inicial indicava a participação do APT 28, um grupo de hackers ligado ao setor de Inteligência militar da Rússia. No entanto, segundo Thomas Rid, professor da King’s College de Londres, ao contrário do que aconteceu na eleição americana, as pistas desta vez não se convertem num caminho evidente que aponta para a Praça Vermelha.

— É mais provável que tenha sido a Rússia, mas, no caso de Macron, nenhuma das evidências foi muito forte, e não podemos excluir a possibilidade de que alguém possa estar tentando incriminar terceiros — afirma.

O diretor da campanha digital de Macron, Mounir Mahjoubi, acusou “simpatizantes da Frente Nacional” como os hackers responsáveis. Ele confirmou que cinco caixas de correio eletrônico foram pirateadas. O caso está sob investigação da Justiça francesa.

— Nesta campanha, há uma esfera fascista hiperorganizada e apoiada por forças estrangeiras. Existe uma união internacional de grupos conservadores, de extrema-direita, que age em coordenação — denunciou.

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