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Artigo: Trump tem que dizer aos EUA o que entende por grandeza

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Se, em preparação para seu grande dia, Donald Trump lesse todos os discursos de posse já feitos pelos presidentes americanos, veria que há duas categorias de discurso: os de propósito nacional, como o de John Kennedy; e os de união nacional, como o de Thomas Jefferson.

O primeiro discurso de posse de George W. Bush (que eu ajudei a redigir) foi deste tipo: “Esse é o meu voto solene. Trabalharei para construir uma única nação de justiça e de oportunidade.”

Trump enfrenta uma série de desafios criados por ele mesmo. Seu permanente hábito de dividir para gerar motivação torna suspeito qualquer apelo direto à unidade nacional. Mas Trump tem uma frase útil: “Fazer os EUA grandes de novo.”

Não há nada de inerentemente divisivo sobre o ideal de grandeza nacional. E há maneiras inspiradoras de expor os temas de Trump. Aqui está a minha tentativa:

“Hoje vou lhes dizer o que a grandeza significa para mim. Grandeza é o espírito que leva milhões de americanos — na hora, todos os dias — aos trabalhos duros e cansativos que fazem a nossa nação funcionar.

A grandeza de coração que encontra um meio de, depois que as contas são pagas e as horas extras feitas, cuidar dos desafortunados.

A grandeza do braço e da mão que constroem pontes, aeroportos e represas, motores da nossa economia e maravilhas do mundo.

A grandeza daqueles que se mantêm inabaláveis na ordem e na moral — mães solteiras, policiais e pastores — nos bairros em que vidas são levadas por balas e apatia.

A grandeza de alma que honra nosso criador nos tempos bons e ruins, no nascimento, no casamento, ou numa luta contra o câncer que termina em perda, mas não em derrota.

Esse tipo de grandeza está sendo produzida nos Estados Unidos, mas não o suficiente está sendo acumulado. É minha intenção honrar e encorajar essa força irresistível, as ambições grandiosas e a demanda por excelência que se adequam à nossa grande nação.

Não serei sempre a pessoa de trato mais fácil no mundo. Mas os Estados Unidos têm uma orgulhosa história de heróis que jogam duro. Ulysses Grant se recusou a negociar qualquer coisa que não a “rendição incondicional”. Rosa Parks se recusou a oferecer seu assento no ônibus ou a sua dignidade. Lyndon Johnson aprovou a Lei dos Direitos Civis, respondendo ao chamado de sua consciência e da História, mesmo sabendo muito bem qual o custo político.

Estou ciente da honra e do peso dessa honra. Para ficar ao lado dos que vivem o abismo da desigualdade entre o sonho americano e a dura realidade econômica. Para ouvir seus silenciosos pedidos acima da gritaria dos interesses especiais. Para levantar os fardos na esperança e no sucesso, permitindo que cada americano seja o que quer que seu trabalho e caráter possa fazer dele.

Essa é a grandeza dos Estados Unidos, renovada hoje”.

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