
©afp.com / Ahmad al-Rubaye - Policial iraquiano monta guarda em posto de controle em Bagdá em 24 de julho de 2012.
Bagdá (AFP) - Um atentado matou nesta quarta-feira, dia de Natal, 35 pessoas e feriu mais de 50 em um mercado de Bagdá, informou o ministério do Interior.
"Duas bombas explodiram em um mercado de Dura (um bairro do sul de Bagdá), matando 35 pessoas e ferindo 56", informou à AFP Saad Maan, porta-voz do ministério, explicando que o alvo do atentado era o mercado, e não uma igreja próxima, como haviam afirmando anteriormente as forças de segurança.
"A zona que foi alvo (do ataque) é uma área onde vivem muçulmanos e crstãos", acrescentou.
Um sacerdote assírio de Dura confirmou à AFP que a igreja "não tinha nada a ver com o atentado" e o patriarca caldeu, Louis-Raphael Sako, ressaltou que o ataque "era dirigido contra um local pobre próximo à igreja de Dura".
Anteriormente, um coronel da polícia havia declarado à AFP que o ataque foi cometido contra uma igreja e que havia matado fiéis cristãos que saíam de uma missa de Natal.
"O ataque tinha como alvo a igreja e a maioria dos mártires (vítimas fatais) são cristãos", declarou. "O ataque ocorreu no momento em que os fiéis deixavam a igreja", acrescentou.
O ano de 2013 foi terrível para o Iraque, com níveis de violência similares aos de 2008, quando o país saía de uma guerra civil.
Mais de 6.650 pessoas morreram desde o início do ano no país, segundo um balanço da AFP.
A maior parte dos atentados ocorrem em locais muito movimentados, como mercados, cafeterias, mesquitas, para provocar o maior número possível de vítimas.
Segundo um relatório publicado em março, pelo menos 112.000 civis morreram no Iraque nos 10 anos transcorridos desde a invasão de 2003 dirigida pelos Estados Unidos, que derrubou Saddam Hussein.
A invasão americana colocou fim ao regime de Saddam Hussein, mas abriu um capítulo sangrento na história do Iraque, convertendo o país em um campo de batalha entre insurgentes e tropas estrangeiras.
As autoridades costumam acusar a Al-Qaeda por estas ações violentas e consideram que a guerra civil na vinha Síria está favorecendo os membros da rede islamita.
Mas alguns especialistas e diplomatas afirmam que o governo é incapaz de satisfazer às demandas e frustrações que alimentam a violência.
A agitação é especialmente visível na minoria sunita, que é considerada marginalizada e perseguida pelo governo, dominado pelos xiitas.



