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Brasileiros no Marrocos reclamam da falta de assistência e criam grupo para trocar informações

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RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - Brasileiros que não conseguem deixar o Marrocos, após decisão do governo local de suspender os voos com origem e destino no país, criaram um grupo de WhatsApp para trocar informações e tentar viabilizar o regresso. Eles dizem que a embaixada brasileira não está oferecendo orientação e assistência. "Como estamos sem apoio e sem informação, pelo menos pelo grupo conseguimos trocar informações e saber quantas pessoas estão nessa situação", escreveu nas redes sociais da embaixada uma usuária. Procurado, o Itamaraty disse acompanhar situação. "Informamos que a Embaixada do Brasil em Rabat acompanha a situação dos turistas brasileiros no Marrocos desde o primeiro momento, em contato com os próprios brasileiros e com as autoridades locais, buscando prestar toda a assistência consular possível no caso concreto." Sandra Bandeira, 57, e seu filho, Rodrigo Diel, 32, são dois dos 60 brasileiros que fazem parte do grupo. Com a passagem de volta para o Brasil cancelada, eles aguardam em Marrakech alguma orientação da companhia aérea ou da embaixada. Desde sexta-feira (13), passarem três dias indo ao aeroporto, tentando comprar algum voo para a Europa, para retornar ao Brasil em seguida. Mesmo com o anúncio da suspensão da entrada na União Europeia, Rodrigo afirma que alguns vôos ainda conseguem decolar. "Não sei quais são os critérios das companhias aéreas, e do governo marroquino com os governos de fora para liberar alguns voos. Nosso problema é justamente isso, imagina se eu compro uma passagem de R$ 15 mil para amanhã, por exemplo, e o voo é cancelado, como aconteceu com algumas pessoas. A embaixada orientou a gente: 'quem quiser comprar, compra, mas o risco é de vocês'", diz Rodrigo. Ele afirma que Portugal e França enviaram aeronaves para socorrer seus cidadãos, mas que o governo brasileiro ainda não teve a mesma iniciativa. "A embaixada está dizendo que talvez tenha um voo de Casablanca para o Brasil pela Air Morocco, mas não sabe. Se tiver, vou ter que sair correndo para Casablanca e, se não conseguir, voltar para Marrakech. Tudo é assim, não se sabe." Segundo Rodrigo, a embaixada afirmou que há mais de 150 brasileiros na mesma situação no país. "O que a gente quer é voltar para o Brasil. E se acontece uma coisa pior aqui? Estão expulsando pessoas de hotel na Europa toda, vai que começam a expulsar no Marrocos. É esse o clima de pânico que a gente está porque não sabe o que faz", diz. A embaixada do Brasil no Marrocos afirma em seu site que está "fazendo todos os esforços possíveis" para viabilizar o regresso dos brasileiros, mas não dá maiores detalhes sobre essas ações.

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