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Casa Branca começa a entrevistar candidatos a diretor do FBI

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WASHINGTON – A Casa Branca começa neste sábado a entrevistar alguns dos possíveis candidatos apontados para suceder o ex-diretor do FBI, a polícia federal americana, James Comey, demitido pelo presidente Donald Trump esta semana. Segundo fontes ligadas ao processo, o procurador-geral do país, Jeff Sessions, e seu vice, Rod Rosenstein, vão conversar ainda hoje com ao menos quatro dos 11 postulantes ao cargo na sede do Departamento de Justiça.

Ainda de acordo com as fontes, os quatro candidatos que serão ouvidos por Sessions são o atual diretor interino do FBI, Andrew McCabe; Alice Fisher, alta funcionária do Departamento de Justiça no governo de George W. Bush; Michael J. Garcia, juiz da suprema corte de Nova York; e o senador John Cornyn, do Texas, vice-líder dos republicanos no Senado e ex-procurador-geral de seu estado.

Trump admitiu esta semana que estava pensando nas investigações sobre a Rússia quando decidiu demitir de forma inesperada Comey, que liderava a apuração sobre um suposto conluio entre Moscou e a campanha do republicano nas eleições de 2016. O afastamento do diretor do FBI chocou Washington e deflagrou uma onda de acusações de que o líder da Casa Branca pretende interferir no inquérito. Relembrando a sua decisão de demitir Comey, Trump disse à rede de TV NBC News:

— Na verdade, quando eu decidi fazer isso, eu disse a mim mesmo: “você sabe, essa coisa da Rússia com Trump e a Rússia é uma história inventada, é uma desculpa dos democratas por terem perdido uma eleição que deveriam ter vencido”.

A novela envolvendo a demissão de Comey ainda ganhou na sexta-feira mais um capítulo recheado de ameaças de Trump contra o próprio ex-diretor do FBI e a imprensa americana, que vem expondo bastidores do caso. Ao saber que o “New York Times” revelara uma reunião — poucos dias após a posse — na qual ele supostamente pedira ao então diretor um juramento de lealdade, o presidente lançou pela rede social Twitter uma ameaça velada contra Comey, alertando-o a não falar com a mídia. Ao mesmo tempo, deixou no ar a ideia de acabar com as entrevistas coletivas na Casa Branca e se limitar a falar com jornalistas por comunicados, para evitar o que chamou de imprecisões.

“É melhor para Comey que não haja ‘gravações’ das nossas conversas, antes que ele comece a vazá-las para a imprensa”, advertiu Trump numa de várias mensagens publicadas no Twitter.

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