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Demissão de chefe da Defesa por Zelenskiy gera crise política na Ucrânia

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Demissão de chefe da Defesa por Zelenskiy gera crise política na Ucrânia
Demissão de chefe da Defesa por Zelenskiy gera crise política na Ucrânia

Por Yuliia Dysa e Max Hunder e Dan Peleschuk

KIEV, 16 Jul (Reuters) - Protestos raros eclodiram na Ucrânia nesta quinta-feira devido à demissão do ministro da Defesa, Mykhailo Fedorov, à medida que uma disputa entre o reformista e o general de maior patente de Kiev veio à tona durante a segunda reformulação do gabinete de guerra do presidente em um ano.

A remodelação de Volodymyr Zelenskiy alimentou a indignação pública em relação à exclusão de Fedorov, um especialista em tecnologia de 35 anos que tem buscado transformar o Exército de Kiev — que sofre com falta de efetivos — em uma força de combate mais eficiente para enfrentar a Rússia.

Centenas de pessoas foram às ruas na capital, Kiev, e em outras cidades ucranianas para exigir que ele fosse recolocado no cargo, e um comandante sênior da força aérea de Kiev renunciou.

Um novo governo liderado pelo executivo do setor de energia Sergii Koretskyi, aprovado na quinta-feira, poderá ter o atual ministro do Interior, Ihor Klymenko, substituindo Fedorov, disseram parlamentares — uma medida que abalou a confiança na liderança de Zelenskiy.

Em declarações à imprensa em Kiev, Fedorov disse ter recusado uma oferta de Zelenskiy para atuar como assessor.

Em um ataque contundente ao chefe militar Oleksandr Syrskyi, Fedorov acusou o general de bloquear iniciativas do ministério e de não abordar os problemas diretamente.

“Em vez de descobrir como derrotar a Rússia... ele descobriu como dividir o país”, disse Fedorov.

Syrskyi, de 60 anos, ocupa o cargo desde o início de 2024, mas tem enfrentado críticas por um estilo de comando rígido que, segundo alguns militares, resulta em altas perdas de tropas.

O Estado-Maior da Ucrânia não respondeu imediatamente a um pedido de comentário da Reuters.

Zelenskiy disse nesta quinta-feira que ainda estava avaliando quem substituiria Fedorov, acrescentando que Klymenko era apenas um dos candidatos em discussão e que ele analisaria o assunto novamente.

“O presidente não deve tomar partido nesse tipo de situação em tempo de guerra”, declarou ele sobre a disputa de Fedorov com Syrskyi, parecendo nervoso.

“Eu gostaria muito de ver unidade. As partes não conseguiram chegar a um acordo.”

(Reportagem adicional de Olena Harmash e Anna Pruchnicka)

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