
©afp.com / Khaled Kamel - Manifestante da Irmandade Muçulmana corre em meio a pneus incendiados durante confrontos com a polícia no Cairo em 20 de dezembro
Cairo (AFP) - O governo egípcio declarou a Irmandade Muçulmana, o movimento ao qual o presidente deposto Mohamed Mursi pertence, como uma organização terrorista, e proibiu todas as suas atividades, incluindo manifestações, indicou nesta quarta-feira o vice-primeiro-ministro após uma reunião de gabinete.
O grupo foi declarado terrorista e o governo proibiu todas as suas atividades, indicou o vice-primeiro-ministro Hossam Eissa.
Eissa acrescentou que o governo decidiu "punir de acordo com a lei quem pertencer a este grupo".
Este anúncio é o último de uma série de medidas tomadas pelas novas autoridades dirigidas de fato pelo exército, que destituiu Mursi no dia 3 de julho antes de iniciar uma sangrenta repressão dos manifestantes favoráveis a Mursi.
Esta campanha implacável deixou até agora mais de mil mortos e milhares de detenções entre os islamitas, em especial quase toda a direção da Irmandade.
Estas proibições ocorrem um dia após um atentado suicida contra um edifício da polícia no norte do país que deixou 15 mortos.
Este ataque, condenado pela Irmandade Muçulmana, foi reivindicado por um grupo jihadista com sede no Sinai e que afirma se inspirar na Al-Qaeda.
No dia 23 de setembro, um tribunal egípcio proibiu as atividades da confraria e congelou suas reservas financeiras até que seus líderes sejam julgados pelos atos criminosos pelos quais são acusados.



