Início Mundo Explosão fere policiais em manifestação contra eleição de Assembleia Constituinte na Venezuela
Mundo

Explosão fere policiais em manifestação contra eleição de Assembleia Constituinte na Venezuela

Envie
Envie

CARACAS – Pelo menos quatro policiais ficaram feridos neste domingo em uma explosão numa região a Leste de Caracas, capital da Venezuela, onde manifestantes e forças de segurança se enfrentam em protesto contra se a eleição de uma Assembleia Constituinte, convocada pelo presidente Nicolás Maduro e rejeitada pela oposição e a comunidade internacional. Segundo testemunhas contaram à agência Reuters, o episódio deu início a um incêndio de pequena magnitude na área e ainda não há mais detalhes sobre a situação no local.

Os confrontos das forças de segurança com manifestantes já teriam deixado pelo menos dois mortos e vários feridos só neste domingo, enquanto ainda na madrugada de sábado para hoje, a violência também já tinha atingido opositores e um candidato à Assembleia. Apesar de o Ministério Público não ter vinculado o crime a motivações políticas, o assassinato de José Félix Pineda, de 39 anos, candidato a integrar a Constituinte, no sábado à noite em Ciudad Bolívar (sudeste do país ), exacerbou os ânimos em uma votação que acontece em clima tenso.

Segundo o deputado Daniel Antequera, Luis Zambrano, um atleta de 43 anos, teria sido morto durante manifestação contra o governo na cidade de Barquisimeto no estado de Lara, informou o jornal venezuelano “El Nacional”.

- Lamentamos informar ao país que no setor Obelisco de Barquisimeto esta ditadura criminal assassinou Luis Zambrano - disse o deputado.

Ainda de acordo com o “El Nacional”, a outra vítima fatal nos protestos deste domingo é um jovem de 19 anos que participava de uma manifestação em Tovar, no estado de Mérida. O morto ainda não foi identificado.

Já no sábado, além de Pineda, ao menos três pessoas teriam sido mortas em protestos nas últimas horas antes do início da eleição, informaram deputados venezuelanos da oposição. Em sua conta na rede social Twitter, o deputado e líder da Ação Democrática (AD), Henry Ramos Allup, escreveu que o “regime assassinou” com um tiro disparo na madrugada a Ricardo Campos, secretário juvenil da AD, durante uma manifestação na cidade de Cumaná, no estado de Sucre.

Outras duas vítimas da violência do sábado são Marcel Pereira e Iraldo Guitérrez, que segundo vários deputados foram assassinados por “coletivos” em uma manifestação contra a Constituinte no estado de Mérida. Já no bairro de La Grita, no município de Jáuregui, estado de Táchira, outro jovem de 19 anos teria sido morto com um tiro na cabeça durante uma manifestação.

“Habitantes de La Grita responsabilizam um integrante da PNB (Polícia Nacional Bolivariana) pelo assassinato do jovem”, escreveu a jornalista Maryerlin Villanueva em sua conta também no Twitter, divulgou o “El Nacional”

Também em Mérida, duas pessoas identificadas como Eduardo Olave e Angelo Yordano Méndez foram mortas do lado de fora de uma escola que serviria de seção eleitoral, informou o “El Universal”. Segundo a publicação, uma das vítimas era vigia da instituição, que vizinhos dizem ter rondada por grupos armados durante a noite e a madrugada com a intenção de desmontar a seção.

Com tanques e bombas de gás lacrimogêneo, militares entraram de maneira violenta em algumas áreas de Caracas, Maracaibo (Oeste) e Puerto Ordaz (Leste) e avançaram contra manifestantes que bloquearam ruas com barricadas, em uma adesão à convocação da opositora Mesa da Unidade Democrática (MUD), que pediu protestos contra a Constituinte.

Protegidos por militares, os centros eleitorais abriram às 6h (7h de Brasília) para a escolha dos 545 integrantes da Assembleia que formarão um “suprapoder” que administrará o país por tempo indefinido.

Siga-nos no

Google News