BRASÍLIA - No mesmo tom da nota divulgada pelo Itamaraty no domingo, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, usou as redes sociais para condenar, nesta segunda-feira a ilegalidade da eleição na Venezuela que elegeu ontem uma Constituinte que pode perpetuar o presidente Nicolás Maduro no poder. A Constituinte eleita , sem data para terminar, pode adiar as eleições gerais previstas para o ano que vem.
“A constituinte venezuelana confirma ruptura da ordem constitucional. Urge suspendê-la e iniciar diálogo efetivo”, defendeu o ministro Gilmar Mendes em sua página no Twitter.
Em nota divulgada ontem a noite, a votação da Assembleia Constituinte venezuelana , marcada pela violência, foi enfaticamente condenada pelo Itamaraty. O Ministério das Relações Exteriores afirmou que “lamenta profundamente” a decisão do governo de Caracas de ignorar apelos da comunidade internacional e instou a suspensão da instalação do novo órgão. De acordo com o Itamaraty, “a iniciativa do governo de Nicolás Maduro viola o direito ao sufrágio universal, desrespeita o princípio da soberania popular e confirma a ruptura da ordem constitucional na Venezuela”.
Na contramão dos países que condenaram e pediram a suspensão da nova Constituinte, o vice presidente da Venezuela, Diosdado Cabello, anunciou que ela deverá ser instalada em 72 horas.

