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Ibovespa avança puxado por salto da Ambev após balanço do 1º tri

Reuters
Ibovespa avança puxado por salto da Ambev após balanço do 1º tri
Ibovespa avança puxado por salto da Ambev após balanço do 1º tri

SÃO PAULO, 5 Mai (Reuters) - O Ibovespa avançava nesta terça-feira, puxado principalmente pelas ações da Ambev, que disparavam após a fabricante de bebidas reportar resultado acima do esperado para o primeiro trimestre. 

Em meio a uma série de outros balanços, investidores também repercutiam a ata da última reunião de política monetária do Banco Central, sem tirar do radar a situação no Oriente Médio.

Por volta de 11h30, o Ibovespa, referência do mercado acionário brasileiro, subia 0,31%, a 186.172,04  pontos. O volume financeiro no pregão somava R$6,63 bilhões.

Na ata da reunião da semana passada, quando a Selic foi reduzida a 14,50% ao ano, o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC afirmou que a continuidade da guerra no Irã aumenta a chance de impactos duradouros na economia global e que o conflito já pode ter sido suficiente para materializar riscos para a inflação no Brasil, especialmente a piora em expectativas de mercado. 

Para economistas do Bradesco, a ata foi bastante serena. "As poucas mudanças sugerem que o Banco Central está confiante na avaliação de que a taxa de juros é restritiva e está fazendo efeito", afirmaram, acrescentando que o cenário da área de Pesquisa Econômica do banco tem como hipótese o fim da guerra ainda neste trimestre, "permitindo a sequência do ciclo de calibração". Eles estimam que a Selic termine o ano em 12,75%.

No exterior, o barril do petróleo sob o contrato Brent cedia 2,8%, a US$111,24, enquanto Estados Unidos e Irã lutam pelo controle do Estreito de Ormuz, importante rota de transporte da commodity. O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, disse nesta terça-feira que o cessar-fogo com o Irã não terminou, mesmo com os EUA e o Irã trocando tiros no Golfo.

Em Nova York, o S&P 500, uma das referências do mercado acionário norte-americano, subia 0,74%. 

DESTAQUES

• AMBEV ON disparava 13,85%, após reportar Ebitda ajustado de R$7,56 bilhões, expansão de 10,1% em termos orgânicos, com a margem nessa linha passando de 33,1% para 33,6%. A companhia afirmou que o volume cresceu 1,2%, alcançando novo nível recorde para um primeiro trimestre. A companhia também aprovou pagamento de juros sobre capital próprio e manteve previsões no ano.

• CSN ON subia 1,97%, com agentes financeiros atentos ao plano de desinvestimentos do grupo. De acordo com o colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo, a CSN recebe na sexta-feira as propostas das interessadas na compra da CSN Cimentos.

• BB SEGURIDADE ON avançava 1,39%, um dia após divulgar líquido ajustado de R$2,2 bilhões no primeiro trimestre, alta de 11,2% sobre o desempenho obtido um ano antes, impulsionado em parte por melhora em resultado financeiro do grupo.

• MARCOPOLO PN cedia 0,94%, mesmo após o balanço mostrar Ebitda de R$304,8 milhões, alta de 16% ano a ano. A receita, por sua vez, caiu 1,3%.

• ISA ENERGIA subia 0,92%, tendo no radar lucro líquido de R$357,7 milhões no primeiro trimestre, 6% acima do apurado um ano antes, impulsionado pela entrega de novas linhas e subestações de energia que passaram a incrementar a receita.

• VALE ON avançava 0,14%, após forte queda na véspera, ainda sem a referência dos preços do minério de ferro na China, em razão de feriado naquele país.

• ITAÚ UNIBANCO PN cedia 0,09% antes da divulgação do balanço após o fechamento. No setor, BRADESCO PN subia 0,56%, BANCO DO BRASIL ON valorizava-se 0,5% e SANTANDER BRASIL UNIT avançava 0,98%.

• PETROBRAS PN recuava 1,46%, em pregão de queda do petróleo no exterior. No setor, PRIO ON caía 2,22%, com investidores também analisando dados de produção de abril.

• BRADESCO SAÚDE ON, que não está no Ibovespa, avançava 3,6% em sua estreia na B3. A companhia nasceu da consolidação das operações do Bradesco no segmento de saúde, por meio de uma combinação com a Odontoprev (na qual detinha 53% do capital total). Na ocasião do anúncio da operação, executivos do grupo destacaram que se tratou do maior IPO reverso já feito na B3.

• MOVIDA ON, que não faz parte do Ibovespa, mostrava decréscimo de 1,04%, tendo de pano de fundo o balanço do primeiro trimestre, bem como previsão de lucro líquido entre R$110 milhões e R$130 milhões no segundo trimestre.

• IRB(RE) ON, que deixou o Ibovespa na carteira do índice que passou a vigorar na segunda-feira, valorizava-se 1,88%, tendo no radar lucro líquido de R$101,6 milhões no primeiro trimestre de 2026, uma queda de 14,8% ano a ano.

• LOG ON, que também não faz parte do Ibovespa, subia 2,34% após reportar lucro líquido de R$134 milhões no primeiro trimestre, uma alta de 55,2% ano a ano.

(Por Paula Arend Laier; edição de Pedro Fonseca)

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