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Minério de ferro avança, apoiado por margens portuárias elevadas

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Minério de ferro avança, apoiado por margens portuárias elevadas
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Por Ruth Chai

CINGAPURA, 27 Fev (Reuters) - Os contratos futuros do minério de ferro reduziram as perdas nesta sexta-feira, fechando em alta devido às margens portuárias elevadas para o minério de ferro transportado por via marítima. Um mercado físico apertado também sustentou os preços, embora os cortes iminentes na produção de aço e a demanda fraca por matérias-primas tenham limitado a alta.

Na Bolsa de Mercadorias de Dalian, o contrato de minério de ferro de maio mais negociado encerrou o pregão diurno com alta de 0,27%, a 750,5 iuanes (US$109,47) por tonelada.

O contrato perdeu 0,8% nesta semana e 5,67% neste mês.

Já a referência de minério de ferro para abril na Bolsa de Cingapura subiu 0,08%, a US$98,45 por tonelada. O contrato ganhou 3,47% nesta semana até o momento, mas está a caminho de uma perda mensal de cerca de 5,1%.

A produção de aço ainda está em fase de recuperação após o Ano Novo Lunar, com as siderúrgicas reiniciando a produção, proporcionando um piso para os preços.

As margens portuárias para o minério de ferro transportado por via marítima estão em alta. Isso significa que os traders podem revender a carga importada com lucros elevados, sinalizando um mercado físico restrito no país, disse um trader à Reuters.

Além disso, o aumento do spread entre os preços spot nos portos e os benchmarks ressaltou a escassez, já que os preços spot subiram mais rapidamente do que os mercados offshore, provocando a reposição de estoques, acrescentou o trader.

No entanto, os cortes iminentes na produção de aço a partir de 4 de março estão levando os agentes do mercado a esperar uma demanda moderada pela matéria-prima.

A oferta geral permanece relativamente fraca, com os estoques portuários ainda em níveis elevados e com redução limitada, de acordo com uma nota do Shanghai Metals Market na quinta-feira.

Além disso, a produção de aço bruto da China, maior produtora e consumidora mundial do metal, caiu 13. 9%, para 75,3 milhões de toneladas em janeiro, segundo dados divulgados na quinta-feira pela World Steel Association.

(Reportagem de Ruth Chai)

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