WASHINGTON - Pelo menos 13 jogadores de beisebol, esporte mais difundido na Venezuela, romperam o silêncio para pedir o fim da repressão aos protestos contra o governo de Nicolás Maduro — que até agora deixaram ao menos 36 mortos e cerca de 700 feridos.
Num vídeo de menos de dois minutos, jogadores como Francisco Cervelli e Salvador Pérez, apanhadores dos Pittsburgh Pirates e dos Kansas City Royals, nos EUA, pediram paz e liberdade para o país onde nasceram.
— Não estamos falando como jogadores, mas como cidadãos, como pessoas que amam sua pátria — disse Cervelli, que aparece vestindo o uniforme de sua equipe com uma bandeira venezuelana de cabeça para baixo ao fundo.
Outras figuras emblemáticas, como o rebatedor Alcides Escobar, também dos Royals, se uniram ao grupo para exigir liberdade e o fim da violência na Venezuela. Nas imagens — uma compilação de clipes curtos filmados em celulares de jogadores da Major League Baseball (MLB, a maior liga de beisebol profissional nos EUA) — os jogadores criticam abertamente a repressão de Maduro.
Em algumas partidas, jogadores chegaram a pedir um minuto de silêncio em memória dos jovens mortos nas manifestações — alguns dos quais eram promessas do basquete e da natação.

