CABUL, 12 Jun (Reuters) - Autoridades da cidade de Herat, no oeste do Afeganistão, prenderam pelo menos 30 mulheres, acusando-as de violar as regras de vestuário impostas pelo governo Taliban, informou a agência da ONU para os direitos das mulheres, mas acrescentou que algumas foram posteriormente libertadas.
A nota de quinta-feira veio após uma repressão aos protestos contra as prisões no distrito de Injil, em Herat, na terça-feira.
“As prisões aumentaram o medo e a apreensão entre mulheres e meninas em todo o Afeganistão”, disse a ONU Mulheres, acrescentando que muitas das mulheres já haviam sido libertadas.
“As forças de segurança do Taliban teriam aberto fogo contra manifestantes — homens, mulheres e crianças — e espancado alguns deles”, acrescentou. “Pelo menos duas pessoas, incluindo um menino, foram mortas e mais de 20 ficaram feridas.”
A mídia informou que autoridades da polícia da moralidade do Taliban, o Departamento para a Promoção da Virtude e Prevenção do Vício, detiveram algumas mulheres nos dias que antecederam os protestos por supostamente não cumprirem as normas relativas ao hijab.
Autoridades locais negaram as notícias de que mulheres teriam sido presas.
Desde que tomaram o poder em Cabul em 2021, o Taliban impôs restrições generalizadas a mulheres e meninas no país devastado pela guerra, incluindo limites ao acesso à educação, ao emprego e ao esporte, o que gerou críticas internacionais.
(Reportagem de Mohammad Yunus Yawar em Cabul)



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