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Para libertar 13 reféns, presidente da Ucrânia aceitou recomendar documentário de Joaquin Phoenix

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A história de um sequestrador que domina um ônibus e exige falar com o presidente parece enredo de filme. Uma situação como essa aconteceu nesta terça (21) na Ucrânia, com uma demanda curiosa. O caso se deu em Lutsk, cidade de 200 mil habitantes no oeste do país. Um homem armado dominou um ônibus com 13 pessoas dentro. A polícia cercou o veículo e começou a negociar. O sequestrador ameaçava explodir o ônibus. Chegou a lançar uma granada e atirar contra um drone da polícia. Os disparos ocorreram perto de onde estavam os agentes e jornalistas, mas não houve feridos. Após horas de impasse, o sequestrador conseguiu falar com o presidente do país, Volodimir Zelenski, por cerca de dez minutos, e deu seu preço: libertaria os reféns caso o presidente fizesse um post, em suas redes sociais, recomendando o filme "Terráqueos". A produção é um documentário de 2005 que aborda abusos contra animais e é narrada por Joaquin Phoenix, ator que venceu o Oscar em 2020 por sua atuação em "Coringa". Zelenski fez um acordo: o sequestrador liberaria três reféns, o presidente faria a postagem e, em seguida, os outros dez seriam soltos. Os dois lados cumpriram o combinado. Após a saída dos primeiros reféns, o presidente divulgou um vídeo curto. "O filme Terráqueos, de 2005, todo mundo deveria assistir", disse Zelenski. Em seguida, houve a liberação de todas as vítimas. O presidente apagou o post pouco depois. Zelenski contou que a polícia deu a opção de invadir o ônibus, mas que ele preferiu não arriscar a vida dos reféns. "Temos o resultado. Todos estão vivos", disse após a operação. O sequestrador, identificado como Maxime Kryvosh, 44, foi preso em seguida. Segundo a polícia, ele é um ativista pelos direitos dos animais que cumpriu pena por quase dez anos por crimes relacionados a fraudes e à posse de armas. No sequestro, ele levava um rifle automático e um manifesto de mais de 500 páginas. "O filme.. é um filme bom. E você não tem que estragá-lo ao causar esse tipo de horror para o país todo. Você pode assisti-lo sem isso", disse o ministro do Interior, Arsen Avakov, no fim do dia. A história do próprio Zelenski parece de cinema: ele era um ator que interpretava um presidente em uma série de comédia, mas acabou sendo eleito, na vida real, presidente do país, no ano passado. Com poucas semanas no cargo, ele foi envolvido no processo de impeachment de Donald Trump, rejeitado pelo Senado dos EUA. O presidente americano foi acusado de tentar pressioná-lo a investigar os negócios do filho do rival democrata Joe Biden na Ucrânia.

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