Um policial chileno será investigado por negligência no caso da família brasileira que morreu intoxicada em um apartamento em Santiago. O agente teria ignorado o suposto pedido de socorro de uma das vítimas por não ter encontrado o endereço do local repassado por ela.
O caso ocorreu na última quarta-feira (22) e teve repercussão mundial. Seis membros de uma mesma família passavam férias no país e acabaram morrendo depois de inalarem grande quantidade de monóxido de carbono que teria vazado de um dos aquecedores.
Um áudio enviado por Débora Muniz, 38, uma das vítimas, a irmã dela momentos antes da morte indicam que a mulher pediu ajuda a polícia e uma ambulância assim que percebeu que o filho de 13 anos estava entrando em colapso.
Na mensagem ela fala que Felipe está roxo e não reage mais e conta também que seu corpo está paralisando e o socorro não chega: “As minhas articulações também estão parando e ficando roxas e essa ambulância não chega”. Em outro trecho ela se desespera e fala: “Acho que fomos contaminados por algum vírus”, acho que nós todos vamos morrer.”
De acordo com a agência de notícias AFP, o primeiro contato e pedido de socorro da brasileira foi a polícia, e o agente chegou a sair para atendê-lo, mas retornou sem sucesso. A polícia chilena afirma que já começou o processo de investigação e deve se pronunciar em breve.

