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Republicanos e democratas cobram explicações de Sessions sobre encontros com embaixador russo

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WASHINGTON — O procurador-geral dos Estados Unidos, Jeff Sessions, afirmou nesta quinta-feira que se afastaria quando “apropriado” de qualquer investigação sobre os possíveis laços entre a Rússia e a campanha presidencial de Donald Trump. A declaração vem após o Departamento de Justiça americana confirmar que ele se reuniu duas vezes com o embaixador russo durante a corrida eleitoral. Assim como em sua audiência de confirmação no Senado, em janeiro, Sessions negou novamente nesta quinta-feira ter debatido detalhes da campanha presidencial com as autoridades russas.

— Quando for apropriado, eu me retirarei, não há dúvida sobre isso — disse Sessions, acrescentando: — Não encontrei nenhum russo em nenhum momento para discutir qualquer campanha política.

Depois da revelação dos encontros, que foram noticiados primeiramente pelo “Washington Post”, a líder democrata na Câmara, Nancy Pelosi, e outros opositores pediram a renúncia de Sessions, acusando-o de mentir sob juramento.

De acordo com o jornal, o então senador se reuniu duas vezes com o embaixador Sergei Kislyak no ano passado — uma em seu gabinete e outra num encontro conjunto com outros diplomatas. Os democratas cobraram ainda que Sessions se afaste de uma investigação em curso do FBI sobre a interferência russa na eleição presidencial de 2016.

Pedidos de explicação vieram dos próprios republicanos. Jason Chaffetz, presidente do Comitê de Supervisão e Reforma do Governo da Câmara, disse que o procurador-geral deve “esclarecer seu testemunho” sobre seus contatos com as autoridades russas.

A Embaixada da Rússia nos Estados Unidos e o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, tentaram minimizar o caso.

— Não sei os detalhes de nenhuma reunião — disse Peskov. — (Mas) o trabalho do embaixador é realizar quantas reuniões forem possíveis.

Já a porta-voz da embaixada, Nikolai Lakhonin, disse à agência russa Interfax que que a representação “não comenta os numerosos contatos com parceiros locais, que ocorrem de forma diária, conforme a prática diplomática”.

As dúvidas sobre contatos entre a campanha de Trump e a Rússia antes de sua eleição dominou os primeiros dias de sua Presidência, além das alegações de funcionários da inteligência americana de que Moscou realizou uma campanha para tentar influenciar o resultado da votação.

A Rússia nega categoricamente qualquer intromissão, e autoridades russas dizem que o tema está sendo usado deliberadamente pelos opositores de Trump para estragar as chances de um aquecimento rápido nas relações entre as duas potências.

No mês passado, o conselheiro de Segurança Nacional de Trump, Michael Flynn, se demitiu por ter feito contatos com a Rússia antes da posse do novo chefe de governo para discutir o levantamento de sanções de Washington a Moscou.

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